Pensamento espacial e navegação por GPS: revisão sistemática e síntese temática de perspectivas cognitivas e geovisualização
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v8.84885Palavras-chave:
pensamento espacial, navegação, cognição espacial, dependência tecnológica, revisão sistemática de literaturaResumo
Uma série de estudos consolida o pensamento espacial como um campo teórico e empírico próprio dentro da Geografia e da Educação Geográfica. Embora haja avanços em pesquisas sobre o desenvolvimento de competências espaciais, especialmente no contexto educacional, com foco em práticas de Geoprocessamento e Cartografia, a maioria desses estudos se concentra nos efeitos pedagógicos do treinamento técnico, e não na influência das tecnologias cotidianas, como o aplicativo de navegação GPS. A partir de uma revisão sistemática de literatura, orientada pelo protocolo PRISMA, identificou-se que, embora o pensamento espacial seja amplamente descrito como uma habilidade cognitiva treinável e essencial para compreender, representar e interagir com o espaço, ainda são escassas as evidências empíricas que relacionam de modo direto o uso de tecnologias de navegação digital ao nível dessa competência ou ao efeito do seu uso. A revisão mostra que usar GPS com frequência está associado a pior senso de direção e menor conhecimento do ambiente. Ao mesmo tempo, pessoas que já têm menor habilidade espacial tendem a usar ainda mais o GPS, mais do que isso, diferentes habilidades visuoespaciais predizem o desempenho dependendo da perspectiva de aprendizagem. Assim, entendemos que essa relação é bidirecional: baixa habilidade leva ao uso do GPS, e o uso intenso do GPS impacta negativamente a habilidade, sendo a interface do usuário (a geovisualização e o design) questão chave nesse impacto cognitivo.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Signos Geográficos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.






