Putas em Roda cor de roda

a transgressão no teatro brasileiro pela perspectiva da psicanálise

Autores

Palavras-chave:

Ditadura Militar, Freud, prostituta, gozo, circularidade

Resumo

Este artigo analisa Roda cor de roda, de Leilah Assumpção, examinando a crise de Amélia e Orlando como alegoria da repressão. Sob a metáfora da "Roda" como repetição compulsiva, o texto conecta o drama íntimo à paralisia social da Ditadura, abordando a opressão feminina quando Amélia subverte convenções ao transformar sua casa em prostíbulo, na busca pelo próprio gozo e posição de sujeito. Utiliza-se o conceito freudiano de "amor à prostituta" para analisar o desejo de Orlando, demonstrando que a quebra de padrões é a chave para a mobilização coletiva em um sistema que tende à circularidade do conformismo burguês.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Nelson Martinelli Filho, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Doutor em Letras (área de concentração: Estudos Literários) pela Universidade Federal do Espírito Santo, com pós-doutorado em Letras (Ufes); Mestre em Letras (Ufes); graduado em Letras-Português (Ufes). Professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Humanidades (PPGEH/Ifes). Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGL/Ufes). Professor permanente do Programa de Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS/UFRN/Ifes). Bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ-C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Membro do GT Teoria do Texto Poético, vinculado à Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll). Editor associado da Contexto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras (Ufes). Líder do Núcleo de Pesquisa em Literatura Moderna e Contemporânea (Ifes/CNPq); líder do Núcleo de Pesquisa em Literatura e Testemunho (Ifes/CNPq); membro do grupo de pesquisa Textualidades Contemporâneas: Processos de Hibridação (UnB/CNPq). Psicanalista participante da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Teoria Literária, atuando principalmente nos seguintes temas: poesia brasileira, teoria do texto poético, literatura e cárcere político, autoficção, autor e autoria contemporânea, literatura de testemunho, memória, literatura e psicanálise. 

Referências

AMENDOEIRA, Maria Cristina Reis. O trabalho da arte e construção da subjetividade no feminino. Revista Brasileira de Psicanálise, vol. 42, n. 4, p. 41-54, 2008.

ASSUMPÇÃO, Leilah. Roda cor de roda. In: ______ . Onze peças de Leilah Assumpção: textos integrais / seleção da autora. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2010, p. 209-279.

FREUD, Sigmund (1910). Um tipo especial de escolha de objeto feita pelo homem [contribuições à psicologia do amor I]. In: ______ . Obras completas, volume 9: observações sobre um caso de neurose obsessiva [“O homem dos ratos”], uma recordação de infância de Leonardo da Vinci e outros textos (1909-1910). Tradução de Paulo César de Souza. 1ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 334-346.

GUIMARÃES, Carmelinda. O humano no teatro. In: Leilah Assumpção. Onze peças de Leilah Assumpção: textos integrais / seleção da autora. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2010, p. 9-19.

HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos pagu, n. 5, 1995, p. 07-41.

KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade. 2ed. São Paulo: Boitempo, 2016.

LACAN, Jacques (1963). Ele não é sem tê-lo. O Seminário, livro 10: a angústia. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p. 97-112.

MIRANDA, Cássia Ferreira. Roda cor de roda: dramaturgia de Leilah Assumpção em meio à Ditadura. Seminário Internacional Fazendo Gênero, 12, Anais Eletrônicos, Florianópolis, 2021, p. 1-12.

OLIVEIRA, Fernanda Ribeiro Queiroz. Leilah Assumpção, os muros e o dia branco. Estudos de literatura brasileira contemporânea, n. 52, set./dez. 2017, p. 218-245.

PACE, Eliana. Leilah Assumpção: a consciência da mulher. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2007. Coleção Aplauso Teatro Brasil.

ROMANO, Lúcia Regina Vieira. Um corpus obscuro: sobre o teatro feminista no Brasil. In: ______ . De quem é esse corpo? A performatividade do gênero feminino no teatro contemporâneo: cruzamentos entre processos criativos das mulheres, cena e gênero. São Paulo: Editora UNESP, 2017, pp. 337-408.

SANTANA, Esther Marinho. Dramaturgias de assalto: The Zoo Story e a “Geração de 69”. Campinas: Unicamp, 2020.

Downloads

Publicado

2026-09-21

Como Citar

ITHO, Sizue; MARTINELLI FILHO, Nelson. Putas em Roda cor de roda: a transgressão no teatro brasileiro pela perspectiva da psicanálise. Signótica, Goiânia, v. 38, p. v38.85445, 2026. Disponível em: https://revistas.ufg.br/sig/article/view/85445. Acesso em: 13 out. 2026.

Edição

Seção

Estudos Literários