Putas em Roda cor de roda
a transgressão no teatro brasileiro pela perspectiva da psicanálise
Palavras-chave:
Ditadura Militar, Freud, prostituta, gozo, circularidadeResumo
Este artigo analisa Roda cor de roda, de Leilah Assumpção, examinando a crise de Amélia e Orlando como alegoria da repressão. Sob a metáfora da "Roda" como repetição compulsiva, o texto conecta o drama íntimo à paralisia social da Ditadura, abordando a opressão feminina quando Amélia subverte convenções ao transformar sua casa em prostíbulo, na busca pelo próprio gozo e posição de sujeito. Utiliza-se o conceito freudiano de "amor à prostituta" para analisar o desejo de Orlando, demonstrando que a quebra de padrões é a chave para a mobilização coletiva em um sistema que tende à circularidade do conformismo burguês.
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