ESTUDOS SOBRE O USO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA NO ENSINO DE QUÍMICA. EM FOCO: A EXPERIMENTAÇÃO

Autores

  • CLAUDIO ROBERTO MACHADO BENITE Universidade Federal de Goiás
  • ANNA MARIA CANAVARRO BENITE Universidade Federal de Goiás
  • WARLANDEI CARLOS SILVA DE MORAIS Secretaria de Educação do Estado de Goiás
  • FABIO Hiroaki Yosheno Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

DOI:

https://doi.org/10.5216/rir.v12i1.37150

Palavras-chave:

experimentação. tecnologia assistiva. deficiência visual.

Resumo

Na aula de química, os experimentos geram informações que normalmente são coletadas por meio da visão, como pesagem e medidas de temperatura. Essa atividades são consideradas problemáticas para os deficientes visuais por utilizarmos, geralmente, a visão como ferramenta para coleta de dados. A Tecnologia Assistiva pode ser um meio de acessibilidade neutralizando as barreiras originadas da deficiência, proporcionando mais autonomia para o desenvolvimento desses alunos, nesses ambientes. Esta investigação versa sobre o design de um termômetro adaptado e seu uso para discutir a temperatura de fusão, ebulição e densidade das substâncias no Centro Brasileiro de Reabilitação e Apoio ao Deficiente Visual, em Goiânia. Ela contém elementos da pesquisa-ação, pois nasceu de uma necessidade da prática: ensinar química para deficientes visuais por meio de experimentos. Nossos resultados apontam que os DV participam dos experimentos e organizam seus conhecimentos como qualquer outro indivíduo, desde que sejam conduzidos nas práticas considerando sua especificidade.

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Biografia do Autor

CLAUDIO ROBERTO MACHADO BENITE, Universidade Federal de Goiás

Doutor em Química com ênfase em Ensino de Química (2011) e Mestre em Educação em Ciências e Matemática (2009) pela Universidade Federal de Goiás, possui especialização em Ensino de Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2006) e graduação em Química Licenciatura (2000). Vice-coordenador do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências (NUPEC), ambos da Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente, é professor Adjunto do Instituto de Química, Coordenador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e Coordenador de Estágio ambos do curso de Licenciatura em Química, vinculado ao Programa de Mestrado em Educação em Ciências e Matemática ambos da Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua nas seguintes linhas de pesquisa: Ensino de Química e Cibercultura na Inclusão Escolar; Necessidades Educativas Especiais e Necessidades Formativas dos Professores na perspectiva Inclusiva; Estudos da cultura afro-brasileira e o ensino de Química no âmbito da lei 10.639.Ag

ANNA MARIA CANAVARRO BENITE, Universidade Federal de Goiás

Doutora em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005), Mestrado em Ciências (Química Inorgânica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), Licenciatura em Química e Graduação em Química Habilitação Tecnológica pela pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Goiás.Coordenadora do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão- LPEQI da UFG.Coordenadora da Rede Goiana Interdisciplinar de Pesquisas em Educação Inclusiva-l RPEI. Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e da Associação Brasileira de Pesquisa em Ensino de Ciências.Assessora da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Goiás. Atua na área de Ensino de Química com foco nos seguintes temas: cultura e história africana no ensino de ciências, ensino de ciências de matriz africana, ensino de ciências e as necessidades educativas especiais, cibercultura na educação inclusiva e pesquisa em formação inicial e continuada de professores de química.

WARLANDEI CARLOS SILVA DE MORAIS, Secretaria de Educação do Estado de Goiás

Possui graduação em Licenciatura pela Universidade Federal de Goiás (2013) . Atualmente é Aluno voluntário do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão - LPEQI, Instituto de Química - Universidade Federal de Goiás. Tem experiência na área de Química , com ênfase em Ensino em Química para deficientes visuais.

FABIO Hiroaki Yosheno, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Aluno voluntário do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão - LPEQI, Instituto de Química - Universidade Federal de Goiás.

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Publicado

2016-02-29

Como Citar

BENITE, C. R. M.; BENITE, A. M. C.; MORAIS, W. C. S. D.; YOSHENO, F. H. ESTUDOS SOBRE O USO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA NO ENSINO DE QUÍMICA. EM FOCO: A EXPERIMENTAÇÃO. Itinerarius Reflectionis, Goiânia, v. 12, n. 1, 2016. DOI: 10.5216/rir.v12i1.37150. Disponível em: https://revistas.ufg.br/rir/article/view/37150. Acesso em: 7 ago. 2022.

Edição

Seção

Elicpibid - 2º Encontro de Licenciaturas do Sudoeste Goiano