A rua em fragmentos
sobreposições temporais como narrativas históricas espacializadas em Cuiabá (MT) Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5216/revjat.v6.78934Palavras-chave:
Permanências. Sobreposições Temporais. Morfologia. Fragmentos.Resumo
Este artigo tem como objetivo testar um aspecto da pesquisa de mestrado com foco para as características formais que compõem a Rua 13 de Junho, área de transição entre Zonas de Interesse Histórico (ZIH) em Cuiabá. São pensadas em novas narrativas para o estudo da paisagem desse caminho entre o Centro Antigo – ZIH 1 e a Orla do Porto – ZIH 2, que contribuam para a percepção das transformações de funções ao longo do tempo, bem como para pensar sobre os impactos práticos que recaem sobre a materialidade reminiscente. Atualmente a via é percebida em fragmentos, fator que instiga um percurso investigativo que explore outras maneiras de compreender essa paisagem. O pontapé inicial do trabalho é dado a partir de algumas considerações sobre as permanências e modificações, focalizadas no contexto da forma para entender as sobreposições temporais. Em um segundo momento, o olhar será voltado para as fissuras do cotidiano, como meio de enxergar para além do que se vê: um processo reflexivo do que a forma nos comunica, seja pensando sobre essas “rugosidades” como resistência, seja como descompassos em relação à dinâmica da cidade. As áreas subutilizadas, no trecho em questão, são formas (antigas) manifestas por meio de ruínas e terrenos baldios. Esses fenômenos, ao revelar a lógica de conformação do núcleo urbano, são produto de possíveis processos abordados aqui como meio de provocação. Por fim, apresenta-se um exercício contracartográfico para pensar a espacialidade de modo mais questionador, indicando possibilidades de investigação histórica a partir de suas inflexões.
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