PERDAS DE MATERIAIS EM EMPREENDIMENTOS GOIANOS: UMA CONTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA

Autores

  • Yago Alejandro V. Bravo Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. yagoalejandro@discente.ufg.br
  • Matheus S. Couto Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. matheus_sc_08@discente.ufg.br
  • Andrielli Morais de Oliveira Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. andriellimorais@yahoo.com.br https://orcid.org/0000-0001-8977-785X
  • Maria Carolina Gomes de Oliveira Brandstetter Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. maria_carolina_brandstetter@ufg.br https://orcid.org/0000-0002-4620-9040
  • Cecile Ulhôa Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. cecileulhoa@uol.com.br https://orcid.org/0000-0003-2559-7950

DOI:

https://doi.org/10.5216/reec.v19i2.78187

Palavras-chave:

Perdas, Materiais, Gerenciamento na construção, Construção civil

Resumo

Devido a competitividade entre as empresas, aumento da exigência dos clientes e aumento no preço dos materiais, o setor da construção civil necessitou ter maior controle sobre o planejamento físico-financeiro das construções e as empresas passaram a ter uma menor margem para erros e de perdas. Dessa, forma, é objetivo do artigo analisar de forma comparativa, dados de perdas de materiais de 2 empreendimentos goianos com padrão de acabamento e dimensões semelhantes, realizados por mesma equipe executiva entre 2015 e 2021. Os materiais associados a estas perdas foram concreto para estrutura, argamassa para contrapiso e argamassa para reboco interno. Estes itens foram escolhidos por serem um ponto em comum entre as edificações e por permitir medições in loco durante a execução. Como resultado, a comparação entre os empreendimentos indicou  valores médios de perdas de 0,1%, 15,0% e 12,0% para o empreendimento A e de 0,5%, 1,6% e 15,0% para o empreendimento B para os respectivos materiais concreto, argamassa para contrapiso e argamassa para reboco. A conclusão obtida foi que as perdas em geral foram aproximadas entre os empreendimentos para o concreto e argamassa para reboco interno. Já para a argamassa de contrapiso, o layout do hall de pavimento “tipo” foi definitivo, sendo maior a perda para o empreendimento com acesso a mais apartamentos, isto é, o empreendimento A.

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Biografia do Autor

Yago Alejandro V. Bravo, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. yagoalejandro@discente.ufg.br

Engenheiro civil, Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (EECA/UFG)

Matheus S. Couto, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. matheus_sc_08@discente.ufg.br

Engenheiro civil, Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (EECA/UFG)

Andrielli Morais de Oliveira, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. andriellimorais@yahoo.com.br

Engenheira Civil, Doutora, Docente do Curso de Engenharia Civil e Ambiental (EECA) e do curso de Pós-Graduação em Geotecnia,       Estruturas e Construção Civil da Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (PPG-GECON/UFG)

Maria Carolina Gomes de Oliveira Brandstetter, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. maria_carolina_brandstetter@ufg.br

Engenheira Civil, Doutora, Docente do Curso de Engenharia Civil e Ambiental (EECA) e do curso de Pós-Graduação em Geotecnia,      Estruturas e Construção Civil da Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (PPG-GECON/UFG)

Cecile Ulhôa, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil. cecileulhoa@uol.com.br

Engenharia civil, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil da Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (PPG-GECON/UFG)

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Publicado

2023-12-29

Como Citar

ALEJANDRO V. BRAVO, Y.; S. COUTO, M.; OLIVEIRA, A. M. de; GOMES DE OLIVEIRA BRANDSTETTER, M. C.; ULHÔA, C. PERDAS DE MATERIAIS EM EMPREENDIMENTOS GOIANOS: UMA CONTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA. REEC - Revista Eletrônica de Engenharia Civil, Goiânia, v. 19, n. 2, p. 96–109, 2023. DOI: 10.5216/reec.v19i2.78187. Disponível em: https://revistas.ufg.br/reec/article/view/78187. Acesso em: 20 jul. 2024.