ANÁLISE NUMÉRICA COMPARATIVA ENTRE PONTES INTEGRAIS E CONVENCIONAIS DE CONCRETO ARMADO SUJEITAS À AÇÃO INDIRETA DE TEMPERATURA

Autores

  • Pedro Mitzcun Coutinho Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte, Brasil - pedromitzcun@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-9764-267X
  • Karen Andreza Marcelino Department of Civil, Construction, and Environmental Engineering, North Carolina State University (NCSU). Carolina do Norte - EUA - - karen.marcelino.106@ufrn.edu.br https://orcid.org/0000-0002-6935-9316
  • José Neres da Silva Filho Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte - Brasil. jneres@ect.ufrn.br https://orcid.org/0000-0002-9138-1771
  • Daniel Nelson Maciel Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte - Brasil. daniel.maciel@ufrn.br https://orcid.org/0000-0003-3971-4724

DOI:

https://doi.org/10.5216/reec.v21i1.77221

Palavras-chave:

Gradiente térmico, Pontes integrais, Variação de temperatura

Resumo

RESUMO: Este artigo apresenta uma análise comparativa entre os comportamentos estruturais de pontes integrais, de encontros integrais e convencionais, a fim de verificar a variação dos momentos fletores provenientes da ação indireta de um gradiente térmico. Para tanto, foi realizada uma análise numérica, via Método dos Elementos Finitos (MEF), considerando-se os três sistemas estruturais citados. Ademais, considerou-se a deformabilidade do solo através da Interação Solo-Estrutura (ISE), utilizando-se curvas p-y, em que o solo adjacente às fundações foi representado por molas horizontais de comportamento não-linear e, no caso do solo do aterro adjacente ao encontro, por molas de comportamento linear. Posteriormente, foi realizada a comparação entre os resultados obtidos através dos diferentes sistemas estruturais, assim como a comparação dos resultados obtidos através do MEF com os modelos analíticos. Os resultados mostraram que, para as pontes integrais e de encontros integrais, o efeito do gradiente térmico gerou uma elevação significativa nos esforços, caracterizando um efeito desfavorável, que deve ser levado em consideração no dimensionamento desses sistemas estruturais. Além disso, para as pontes convencionais, o efeito do gradiente desencadeou momentos negativos nos vãos isostáticos, traduzindo-se em um efeito favorável, porém, inferior quando em comparação às pontes integrais.

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Biografia do Autor

Pedro Mitzcun Coutinho, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte, Brasil - pedromitzcun@gmail.com

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2007) e Mestrado em Engenharia Civil na Área de Estruturas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2019). Atualmente é engenheiro civil da Universidade Federal Fluminense (servidor público). Também exerce o cargo de sócio-cotista na empresa Concetto Engenharia Estrutural. 

Karen Andreza Marcelino, Department of Civil, Construction, and Environmental Engineering, North Carolina State University (NCSU). Carolina do Norte - EUA - - karen.marcelino.106@ufrn.edu.br

Doutoranda no CCEE (Department of Civil, Construction, and Environmental Engineering), na North Carolina State University (NCSU). Possui curso técnico em Geologia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), é graduada em Engenheira Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com bolsa de Iniciação Científica do CNPq, e Mestre em Engenharia Civil e Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UFRN (PPCivAm/UFRN), com ênfase na área de Estruturas

José Neres da Silva Filho, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte - Brasil. jneres@ect.ufrn.br

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Viçosa - UFV (1996), Mestrado em Estruturas e Construção Civil pela Universidade de Brasília - UnB (2002), Doutorado em Estruturas e Construção Civil pela Universidade de Brasília - UnB (2005) com parte do doutoramento realizado na North Carolina State University NCSU - USA (2002/2003) e MBA EXECUTIVO em Gerência e Controle de Projetos pela Universidade Gama Filho - UGF (2007). Foi consultor do DNIT em Obras de Arte Especiais - Convênio SISCON (Pontes, Estruturas de Contenção e Viadutos). Foi Professor Adjunto e Diretor de Planejamento e Infraestrutura da Universidade Federal de Roraima - UFRR, atuando na coordenação do planejamento e construção das obras de Reestruturação Universitária (REUNI) e na presidência de comissões de licitações (CPL-UFRR). Foi Consultor do Conselho de Trânsito do Estado de Roraima (CETRAN-RR). Foi Professor Adjunto da Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN e da Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFRN. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UFRN e Professor Convidado do curso de Formação de Especialista em Estruturas de Concreto Armado da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.

Daniel Nelson Maciel, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte - Brasil. daniel.maciel@ufrn.br

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000), mestrado em Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas) pela Universidade de São Paulo (2003) e doutorado em Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas) pela Universidade de São Paulo (2008) com estágio de doutorado na Universidade de Cambridge, Reino Unido.Atuou como engenheiro de Estruturas Aeronáuticas (Stress Engineer) nas empresas Akaer Engenharia, Aernnova Engeneering e Boeing Company. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UFRN.

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Publicado

2026-06-28

Como Citar

COUTINHO, Pedro Mitzcun; MARCELINO, Karen Andreza; SILVA FILHO, José Neres da; MACIEL, Daniel Nelson. ANÁLISE NUMÉRICA COMPARATIVA ENTRE PONTES INTEGRAIS E CONVENCIONAIS DE CONCRETO ARMADO SUJEITAS À AÇÃO INDIRETA DE TEMPERATURA. REEC - Revista Eletrônica de Engenharia Civil, Goiânia, v. 21, n. 1, p. 13–30, 2026. DOI: 10.5216/reec.v21i1.77221. Disponível em: https://revistas.ufg.br/reec/article/view/77221. Acesso em: 22 jul. 2026.