Garantia da formação para a educação especial:

o professor formador

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/rppoi.v19.64304

Palavras-chave:

Educação Especial, Formação continuada, professores formadores

Resumo

Observamos que a discussão com relação a formação de professores voltada para a Educação Especial ganha força a partir da década de 1990, com diversas leis enfatizando a necessidade de que essa discussão seja realizada. A educação dos alunos público alvo da educação especial encaminha-se para um futuro promissor, no entanto, quando observamos a realidade da escola, dos professores e alunos, verificamos que a lei, em tese é uma garantia dos direitos humanos e, portanto, não tem assegurado nem proporcionado condições para tal, uma vez que a discussão da temática na formação se dá em sua maioria pela presença da disciplina Libras, uma vez que o professor formador não se sente preparado para promover tais discussões. Assim, o objetivo do presente artigo é explanar se os professores formadores de curso de Ciências da Natureza, Ciências Biológicas, Física e Química do Estado de Goiás vivenciaram uma formação inicial ou continuada que discutiu a Educação Especial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com base teórica na psicologia histórico-cultural, tendo como principal instrumento de construção de dados a entrevista com coordenadores de cursos de Ciências da Natureza. Os dados que foram analisados e organizados em categorias com base na Análise Textual Discursiva. Através da análise destes, foi possível observar que a maioria dos professores formadores não vivenciou a discussão da Educação Especial em nenhum momento, nem durante sua formação, o que nos leva a crer na necessidade de oportunizar a estes formação continuada sobre a temática, como forma de garantir uma formação inicial de qualidade.

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Biografia do Autor

FERNANDA WELTER ADAMS, Instituto Federal Goiano/Campus Morrinhos

Mestre em Educação pelo programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Goiás/Regional Catalão com pesquisa na linha Práticas Educativas, Políticas Educacionais e Inclusão sob orientação da Profª Dra. Dulcéria Tartuci. Atua no Grupo de Pesquisa Núcleo de Pesquisa em Práticas Educativas e Inclusão (Neppein) onde tem se dedicado a pesquisar sobre a Formação de Professores de Ciências da Natureza na perspectiva da educação especial e inclusão escolar.. Especialista em " Metodologias do Ensino da Química" pela AVM Faculdade Integrada.Graduada Licenciatura em Química pela Universidade Federal de Goiás/Regional Catalão em 26 de agosto de 2014. Desenvolveu pesquisa na área de Ensino de Química, com ênfase em Jogos Didáticos. Bolsistas CAPES

Dulcéria Tartuci, Universidade Federal de Catalão

Pós-Doutoramento em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mestrado (2001) e Doutorado em Educação (2005) pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). É docente na Universidade Federal de Catalão (UFCAT) e atuando na Faculdade de Educação, na Coordenação Institucional do Programa Residência Pedagógica e na Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDUC). É líder do Núcleo de Pesquisa em Práticas Educativas e Inclusão (Neppein/CNPq) e atua na Linha de Pesquisa Práticas Educativas, Formação de Professores e Inclusão no PPGEDUC. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial, Processos Inclusivos e Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: educação especial, inclusão, deficiência, educação infantil, estágio e formação docente.

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Publicado

2022-04-27