INTERDISCIPLINARIDADE: UM SIGNIFICANTE FLUTUANTE NOS CURRÍCULOS DE CIÊNCIAS E GEOGRAFIA

Autores

  • Hugo Heleno Camilo Costa Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Talita Vidal Pereira Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

DOI:

https://doi.org/10.5216/rpp.v10i2.24147

Resumo

Neste artigo, a partir dos aportes pós-estruturalista da Teoria do Discurso desenvolvida por Ernesto Laclau, refletimos sobre as políticas de currículo, especificamente no tocante às produções voltadas aos diferentes campos disciplinares, identificando que a qualidade na educação aparece como um objetivo a ser alcançado ao fim de um caminho previamente traçado para ser percorrido no processo educacional e, em função dela, são formuladas propostas interpretadas como capazes de viabilizá-la. Compreendemos que a implementação de um currículo interdisciplinar e/ou integrado é uma dessas propostas em torno da qual parece existir um consenso entre os educadores. No entanto, os referenciais que adotamos permitem questionar esse consenso assumindo-o como conflituoso. Para isso, tomamos como referência discursos produzidos no âmbito das comunidades disciplinares de Geografia e de Ciências Naturais para caracterizar como, nessas duas comunidades, os discursos em favor da qualidade da educação articulam a interdisciplinaridade como elemento fundamental para garanti-la, ainda que em perspectivas diferenciadas o que, por sua vez, nos possibilita pensá-la como um significante flutuante.

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Biografia do Autor

Hugo Heleno Camilo Costa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Talita Vidal Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

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Publicado

2013-05-11