O KITSCH NA EPISTEMOLOGIA DO ROMANCE

  • Lucas Fernando GONÇALVES Universidade de Brasília

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar o conceito de kitsch como conceito estético e ontológico na perspectiva teórica da Epistemologia do Romance. Para a Epistemologia do Romance, a palavra kitsch é associada ao pensamento de Milan Kundera acerca do que ele chama de necessidade da mentira embelezante para satisfação de si. A Epistemologia do Romance ampara-se à ideia kunderiana de ocultação da “merda” como um ideal estético do ser em que o kitsch, como forma estética da negação de questões da condição humana, lida com aquilo que Hermann Broch define como ausência de reflexão ética no contexto da estética, fomentado pela necessidade do efeito estético agradável. Para a Epistemologia do Romance, o kitsch é a forma estética do idílio. Buscando assim uma falsa beleza e harmonia que trouxesse uma sensação de paz e fim da tragédia.

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Biografia do Autor

Lucas Fernando GONÇALVES, Universidade de Brasília

Doutor em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Estudos de Linguagens pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e graduado em Filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Publicado
05-06-2020
Como Citar
GONÇALVES, L. F. (2020). O KITSCH NA EPISTEMOLOGIA DO ROMANCE. Linguagem: Estudos E Pesquisas, 23(2), 63-78. https://doi.org/10.5216/lep.v23i2.60779
Seção
Literatura contemporânea e/ou suas interfaces