ESTUDO DA COLEÇÃO “BIBLIOTECA DAS MOÇAS”: A FORMAÇÃO DE JOVENS POR MEIO DA BOA LEITURA DOI: 10.5216/lep.v18i1.35041

Autores

  • Sônia Yoshie NAKAGAWA Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.5216/lep.v18i1.35041

Resumo

A análise dos romances da Coleção “Biblioteca das Moças” revela como seus componentes narrativos refletiam as aspirações da burguesia brasileira de 1940-50. Publicada pela Companhia Editora Nacional a partir de 1926, a Coleção foi uma das responsáveis pelo crescimento da editora, que ocupou a primazia no mercado nacional na década de 40. A escolha dos títulos da “Biblioteca” decorreu da demanda de livros para um público específico, composto por meninas e jovens da burguesia; a representação da leitora ideal feita pela editora não consideraria as expectativas do público em primeiro lugar, porque priorizava as dos responsáveis pela sua formação socioeducacional, como a família e a escola. A Coleção, formadora do gosto literário de jovens, atendeu à demanda de leitura edificante até meados de 50; nesse sentido, a “Biblioteca das Moças” foi também um dispositivo de controle do comportamento feminino.

 

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Biografia do Autor

Sônia Yoshie NAKAGAWA, Universidade Estadual de Maringá

Graduada em Letras (1992), mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (1996) e doutora em Estudos Literários pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005). Lecionou na graduação em Letras da Universidade São Francisco e no curso de especialização em Literatura da Universidade de Taubaté. Professora colaboradora na graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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Publicado

2015-04-17

Como Citar

NAKAGAWA, S. Y. ESTUDO DA COLEÇÃO “BIBLIOTECA DAS MOÇAS”: A FORMAÇÃO DE JOVENS POR MEIO DA BOA LEITURA DOI: 10.5216/lep.v18i1.35041. Linguagem: Estudos e Pesquisas, Goiânia, v. 18, n. 1, 2015. DOI: 10.5216/lep.v18i1.35041. Disponível em: https://revistas.ufg.br/lep/article/view/35041. Acesso em: 7 out. 2022.

Edição

Seção

Dossiê temático Literatura, Sociedade e Cultura