O FANTÁSTICO COMO ESTRATÉGIA LITERÁRIA PÓSMODERNA EM A HISTÓRIA DA AIA, DE MARGARET ATWOOD DOI: 10.5216/lep.v14il.23962

Autores

  • Alexander Meireles da SILVA Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão

Resumo

Este artigo pretende investigar como o romance distópico A hístória da aia (1984), da escritora canadense Margaret Atwood é articulado como um veículo da crítica literária pós-moderna contra o discurso ideológico da literatura ocidental sobre grupos minoritários. Ambientado em um hipotético futuro onde os Estados Unidos se tornaram a República de Gilead, o romance de Atwood mostra como um longo processo de redução das taxas de natalidade levou todas as mulheres férteis a serem desprovidas de seus direitos individuais e se tornarem “aias”, ou seja, mulheres cuja única e obrigatória função social é de gerar crianças saudáveis para a sociedade gileadiana. Neste contexto, o romance subverte as convenções da Literatura de Distopia, no qual o enredo está estruturado, tecendo-o com as convenções do Conto de Fada e do Romance Gótico através da narrativa da protagonista Defred. O resultado demonstra como as formas do Fantástico conhecidas como a Fantasia, o Gótico e a Ficção Científica podem se tornar estratégias da Literatura Pós-Moderna no seu processo de denúncia social.

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Biografia do Autor

Alexander Meireles da SILVA, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão

Professor de Língua Inglesa e Literaturas Correspondentes da Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão.

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Publicado

2015-03-09

Como Citar

DA SILVA, A. M. O FANTÁSTICO COMO ESTRATÉGIA LITERÁRIA PÓSMODERNA EM A HISTÓRIA DA AIA, DE MARGARET ATWOOD DOI: 10.5216/lep.v14il.23962. Linguagem: Estudos e Pesquisas, Goiânia, v. 14, n. 1, 2015. Disponível em: https://revistas.ufg.br/lep/article/view/34359. Acesso em: 7 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos