INVESTIGAÇÃO SOROEPIDEMIOLÓGICA SOBRE A LARVA MIGRANS VISCERAL POR Toxocara canis EM USUÁRIOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE GOIÂNIA – GO
DOI:
https://doi.org/10.5216/rpt.v38i3.7838Palavras-chave:
Toxocara canis, ELISA, Larva migrans visceral, Frequência.Resumo
Realizou-se um estudo sobre a frequência e fatores de risco relacionados à larva migrans visceral(LMV) em 1.131 usuários de laboratórios Goiânia (GO) – um público e outro privado. Para a
pesquisa de anticorpos anti-Toxocara canis, as amostras de soro foram analisadas pelo ensaio
imunoenzimático (ELISA) utilizando-se como antígeno produtos de excreção e secreção de larvas de
terceiro estádio de T. canis. Para reduzir a possibilidade de reações cruzadas com espécies do gênero
Ascaris, os soros foram previamente tratados com extrato de Ascaris suum. Foram consideradas
positivas as amostras que apresentaram resultados de densidade ótica acima de 0,3. Empregou-se
o teste Qui-Quadrado para avaliar diferenças de proporção. A frequência encontrada foi de 18,9%
(IC 95% 16,7-21,3). Além da coleta de soro, as pessoas que concordaram em participar do estudo
assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido e concederam entrevistas para avaliação
dos prováveis fatores de risco relacionados à transmissão da larva migrans visceral, tais como:
presença de cães no domicílio e peridomicílio, história de moradia em zona rural, disponibilidade
de água encanada, geofagia, uso de água de rio e cisterna, ingestão de legumes e verduras sem
higienização prévia, hábito de lavar as mãos antes das refeições, manipulação de terra e areia.
Para avaliação dos fatores de risco, foram calculadas estimativas de risco (Odds Ratio - OR) com
respectivos intervalos de 95% de confiança. Presença de cães no domicílio/peridomicílio, história de
geofagia e consumo de água sem filtrar constituíram fatores de risco estatisticamente significativos
na transmissão de LMV, após ajuste para possíveis variáveis de confusão. Embora o percentual de
18,9% de soropositividade não possa ser extrapolado para a população do aglomerado urbano de
Goiânia, os resultados sugerem ser elevada a frequência da infecção por T. canis nesta região.
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