FUNDAMENTOS DA LEITURA, DA ESCRITA E DA FORMAÇÃO: A PESQUISA EM EDUCAÇÃO COMO PRÁXIS DE RESISTÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v51i1.84897Palavras-chave:
Pesquisa em Educação. Práxis de Resistência. Leitura e Escrita. Formação.Resumo
No marco da celebração dos 50 anos da Revista Inter-Ação, este artigo analisa a pesquisa em educação como um território de resistência e fundamento da formação crítica frente aos desafios da contemporaneidade. O objetivo é defender a tese de que a atividade investigativa constitui uma práxis de resistência social, na qual a leitura e a escrita emergem não como meros procedimentos técnicos, mas como atos políticos e éticos de constituição do sujeito. O percurso argumentativo, de natureza teórico-filosófica, prioriza a discussão dos fundamentos que sustentam a compreensão da leitura e da escrita como processos de desvelamento do real e a formação como exercício de autonomia e esclarecimento. Ao confrontar a racionalidade instrumental e o imediatismo utilitarista, o texto propõe que o amálgama entre esses pilares consolida a liberdade acadêmica e a integridade do saber. Conclui-se que a autoria, ao transformar o rigor científico em compromisso humano, afirma-se como forma definitiva de resistência e emancipação no campo educativo.
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