O CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ENTRE OS ANOS DE 1980 E 1993: RUPTURA COM O INSTITUÍDO
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v51i1.84326Palavras-chave:
Curso de Pedagogia; Sentido da Formação do Pedagogo; Faculdade de Educação UFG; Educação Emancipadora.Resumo
O estudo põe em questão, sob uma perspectiva filosófica e histórica, o processo de ruptura instaurado pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás entre 1980 e 1993, quando o curso de Pedagogia se insurgiu contra a lógica tecnicista e fragmentadora das habilitações, afirmando a docência como ofício ético, político e ontológico da formação humana. Objetiva-se compreender a resistência teórico-prática que emergiu no interior da universidade como gesto de emancipação e de defesa da autonomia docente. Metodologicamente, o trabalho se orienta pela leitura interpretativa de documentos institucionais, textos filosóficos e produções pedagógicas do período, compreendidos à luz de Paulo Freire (1987), Marilena Chauí (1993) e Ildeu Coêlho (2009), cujos pensamentos inspiram uma reflexão sobre a educação como ato político e libertador. Nas considerações finais, evidencia-se que a Resolução nº 207/1984 simboliza mais que uma reforma curricular: é a expressão de um projeto de formação comprometido com a liberdade, com a práxis transformadora e com a dignidade do pensamento pedagógico.
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