HABITUS DOCENTE EM CONSTRUÇÃO: TENSÃO ENTRE AUTONOMIA E REGULAÇÃO INSTITUCIONAL NA ENTRADA DE PROFESSORES INGRESSANTES NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFG1
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v51i1.84325Palavras-chave:
Habitus Docente; Educação Superior; Universidade Pública; Campo Acadêmico.Resumo
O artigo analisa a constituição do habitus docente de professores ingressantes na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE/UFG) entre 2019 e 2023, considerando as dimensões institucionais, culturais e sociais que permeiam essas relações. O problema que orienta esta investigação é: como esses docentes constroem e ressignificam seus habitus acadêmicos na universidade? Fundamentado na teoria de Pierre Bourdieu, o estudo adota abordagem qualitativa, com análise documental e entrevistas semiestruturadas com sete docentes. Os resultados evidenciam que a docência universitária constitui um campo de disputas simbólicas, em que o habitus docente se forma em tensão entre autonomia e regulação institucional. Conclui-se que a universidade pública é espaço de socialização e resistência, reafirmando a importância de políticas de acolhimento e desenvolvimento profissional docente.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Renato Barros de. Rede Nacional de Formação Continuada de Professores – RENAFOR: institucionalidade, concepções, contradições e possibilidades. Brasília: UNB, 2020. (Tese de Doutorado).
BERNSTEIN, Basil. A estruturação do discurso pedagógico: classe, códigos e controle. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp, 1989.
BOURDIEU, Pierre. Razões práticas: sobre a teoria da ação. Campinas: Papirus, 1996.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
BOURDIEU, Pierre. O campo econômico. Política & Sociedade, Florianópolis, v. 1, n. 6, p. 15–57, abr. 2005.
BOURDIEU, Pierre. Homo academicus. 2. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
BOURDIEU, Pierre. Meditações pascalianas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975.
CATANI, Denice Barbara. Universidade e exclusão social: a luta por espaços e possibilidades educacionais. São Paulo: Cortez, 2011.
FREITAS, Luiz Carlos de. Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educação & Sociedade, Campinas, v. 33, p. 379–404, 2012.
GENTILI, Pablo. A falsificação do consenso: simulacro e imposição na reforma educacional do neoliberalismo. Petrópolis: Vozes, 1998.
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Loyola, 1992.
NOLETO, S.O.B. A Universidade Estadual de Goiás: processos de constituição do habitus institucional acadêmico e da gestão universitária. 2018. 328 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018.
SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG). Documentos regulatórios da Faculdade de Educação – FE/UFG. Goiânia: UFG, 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG). Projeto Político-Pedagógico do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação – FE/UFG. Goiânia: UFG, 2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG). Documentos regulatórios da Faculdade de Educação – FE/UFG. Goiânia: UFG, 2024.
ZARATIN, Joel Ribeiro. A reestruturação do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás no período de 1984 a 2004. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2006.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Anderson Gomes de Araújo Santos, Sylvana de Oliveira Bernardi Noleto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A Inter-Ação utiliza como base para transferência de direitos a licença Creative Commons Attribution 4.0 para periódicos de acesso aberto (Open Archives Iniciative - OAI). Por acesso aberto entende-se a disponibilização gratuita na Internet, para que os usuários possam ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos documentos, processá-los para indexação, utilizá-los como dados de entrada de programas para softwares, ou usá-los para qualquer outro propósito legal, sem barreira financeira, legal ou técnica.
Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.




