AUTOINTENSIFICAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE E A PRODUÇÃO DE UMA BIODOCÊNCIA SUPERLATIVA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v51i1.82686

Palavras-chave:

Neoliberalismo; Trabalho Docente; Intensificação do Trabalho; Biodocência Superlativa.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar as condições que possibilitam a intensificação e autointensificação do trabalho docente e como esse fenômeno encontra-se imbricado com a racionalidade neoliberal em voga. Como recurso metodológico, realizamos encontros online com professoras que atuam na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental de diferentes estados do país, onde discutimos sobre a configuração do trabalho docente na contemporaneidade.  A partir dos dados e pautadas pelas contribuições de Michel Foucault, compreendemos que a racionalidade neoliberal produz uma matriz de experiência (saber-poder-ética) que determina modos de vida dos sujeitos docentes, intensificando seu trabalho e produzindo o que nomeamos de uma biodocência superlativa.

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Biografia do Autor

Letícia Farias Caetano, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil, leticiafariascaetano@gmail.com

Professora de Educação Infantil no Município de Rio Grande. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Graduada em Pedagogia Licenciatura pela mesma Universidade. Atualmente é doutoranda em Educação em Ciências pelo Programa de Pós-graduação Educação em Ciências PPGEC- FURG. Participa do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e In/exclusão (GEIX/FURG/CNPq), do Grupo de Estudos e Pesquisa em Inclusão (GEPI/UNISINOS/CNPq) e participou do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação da Infância (NEPE//FURG/CNPq). Tem experiência em docência no Ensino Superior, como professora substituta do Instituto de Educação/FURG (2020).

Kamila Lockmann, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil,kamila.furg@gmail.com

Doutora (2013) e Mestre (2010) em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Licenciada em Pedagogia com Habilitação em Supervisão e Administração Escolar (Licenciatura Plena) pela Universidade FEEVALE (2006). Professora Associada do Instituto de Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU) e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências (PPGEC) da Universidade Federal do Rio Grande. É Editora Chefe da Revista Brasileira de Educação Especial - RBEE, desde 2022 e foi editora associada da mesma revista pelo período de 2019-2021. É membro da Diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (ABPEE). Foi membro do Comitê científico do GT 10 da da Anped-Sul (2017-2021), vice-coordenadora do GT 13 da ANPED Nacional (2022/2023) e atualmente é coordenadora do mesmo GT. É coordenadora da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, vinculada a CAID/FURG. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e In/exclusão (GEIX/FURG/CNPq) e é pesquisadora integrante da Rede de Investigação em Inclusão, Aprendizagem e Tecnologias em Educação (RIIATE) Integra também a Red de Investigación en Educación y Pensamiento Contemporáneo (RIEPCO), uma rede que reúne pesquisadores latino-americanos do Brasil, Colômbia, México, Argentina e Uruguai. Atuou como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU/FURG) - Gestão 2017-2018. Foi professora na Educação Básica e Supervisora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Novo Hamburgo. Tem experiência na área de Educação trabalhando principalmente com os seguintes temas: inclusão escolar e social, currículo, avaliações em larga escala, docência e formação de professores. Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2.

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Publicado

2026-04-30

Como Citar

CAETANO, Letícia Farias; LOCKMANN, Kamila. AUTOINTENSIFICAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE E A PRODUÇÃO DE UMA BIODOCÊNCIA SUPERLATIVA. Revista Inter-Ação, Goiânia, v. 51, n. 1, p. 263–280, 2026. DOI: 10.5216/ia.v51i1.82686. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/82686. Acesso em: 10 maio. 2026.

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