Sobre aquela que não se cala
olhares sobre história e feminino na cinebiografia "Frida" (2002)
Palavras-chave:
Frida Khalo, feminilidade, tecnologias de gênero, cinema, corpo femininoResumo
Este artigo analisa o filme Frida (2002), dirigido por Julie Taymor, a partir de uma perspectiva de gênero e das teorias feministas contemporâneas. Examina-se como a narrativa cinematográfica constrói a vida pessoal e artística de Frida Kahlo, tensionando normas tradicionais de feminilidade — beleza, comportamento e maternidade — e evidenciando práticas de resistência da artista. O estudo utiliza os conceitos de “tecnologias de gênero” (Teresa de Lauretis), “feminilidade bem-sucedida” (Naomi Wolf) e análises sobre maternidade e sexualidade femininas (Elisabeth Badinter e Marcela Lagarde) para investigar como o corpo e o comportamento feminino são construídos e regulamentados nos discursos fílmicos. Conclui-se que o filme funciona como uma tecnologia discursiva ambígua: reforça certas normas históricas, mas também cria espaços de subversão, permitindo leituras críticas da identidade e do corpo feminino em contextos patriarcais.
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