“Virar Travesti”
interseccionalidade, performance e afirmação de si em Divinas Divas (2016)
DOI:
https://doi.org/10.5216/hr.v30i2.83681Palavras-chave:
Travestilidade. Interseccionalidade. Ditadura civil-militar.Resumo
O artigo analisa o documentário Divinas Divas (2016), de Leandra Leal, como registro histórico e cultural da trajetória de artistas travestis no Brasil, destacando Rogéria, Jane Di Castro e Eloína dos Leopardos, e dialogando com narrativas de Aloma Divina. A pesquisa aborda a construção das feminilidades travestis durante a ditadura civil-militar (1964-1985), práticas corporais como hormônios e silicone, e referências estéticas inspiradas em divas do cinema e TV. Examina a intersecção entre gênero, raça e classe, as experiências de racismo e discriminação, e a distinção entre “travestis-artistas” e travestis na prostituição. Enfatiza o corpo como artefato político e estético, subvertendo normas de gênero, e problematiza tentativas de embranquecimento e passabilidade cisgênera. Conclui que o filme, ao articular memória, arte e resistência, contribui para a historiografia das travestilidades e para narrativas contra-hegemônicas.
Downloads
Referências
BENDETTI, M. Toda feita: o corpo e o gênero das travestis. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.
CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. In: UNIFEM. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Brasil: UNIFEM, 2002. p. 173–180.
DIVINAS DIVAS. Direção: Leandra Leal. Brasil: Glaz Entretenimento, 2016. 110 min. Documentário.
FERNANDES, C. A. A.; SILVA, T. S. da. Travestis e mídia: reflexões sobre feminilidade e representações sociais. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 25, n. 1, p. 61-68, jan./abr. 2017.
KULICK, D. Travestis: sexo, gênero e cultura no Brasil.
LOPES, A. C. da S. Arte e travestilidade: subjetividades e memórias nas performances de travestis artistas no Rio de Janeiro. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Rio de Janeiro, 2016.
LOPES, A. C. da S. Corpos femininos ou performances femininas? Experiências travestis e o universo da arte no Rio de Janeiro (décadas de 1960 a 1980). Anais do XXVII Simpósio Nacional de História, Natal, 2013.
LOPES, F. H. Subjetividades travestis no Rio de Janeiro, início da década de 1960. Aloma Divina. Transversos: Revista de História, Rio de Janeiro. In: Dossiê: LGBTTQI. Histórias, memórias e resistências, n. 14, set./dez. 2018, p. 52-69. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/transversos/article/view/39328. ISSN 2179-7528. DOI: 10.12957/transversos.2018.38656. Acesso em: 18 set. 2022.
MORETTIN, E. O cinema brasileiro e os filmes históricos no regime militar: o lugar do historiador. In: MORETTIN, Eduardo; NAPOLITANO, Marcos (org.). O cinema e as ditaduras militares: contextos, memórias e representações audiovisuais. São Paulo: Intermeios: Fapesp; Porto Alegre: Famecos, 2018.
NAPOLITANO, M.; SELIPRANDY, F. O cinema e a construção da memória sobre o regime militar brasileiro: uma leitura de Paula, a história de uma subversiva (Francisco Ramalho Jr., 1979). In: MORETTIN, Eduardo; NAPOLITANO, Marcos (org.). O cinema e as ditaduras militares: contextos, memórias e representações audiovisuais. São Paulo: Intermeios: Fapesp; Porto Alegre: Famecos, 2018, p. 77-100.
SILVA JUNIOR, F. F. da. Travestilidades, beleza e feminilidade: uma análise interseccional da passabilidade cisgênera. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 26, n. 2, p. 467-483, maio/ago. 2018.
SIQUEIRA, T. S. de. A travesti e seus “saber-fazer”: performatividade e narrativas sobre gênero. Tese (Doutorado em Antropologia) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2009.
VERAS, T. C. Travestis: entre a visibilidade midiática e o anonimato social. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2015.
Downloads
Publicado
Versões
- 2026-06-15 (3)
- 2026-06-15 (2)
- 2026-06-03 (1)
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 História Revista

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Declaração de Direito Autoral
Concedo à História Revista o direito de primeira publicação da versão revisada do meu artigo, licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Afirmo ainda que meu artigo não está sendo submetido a outra publicação e não foi publicado na íntegra em outro periódico, assumindo total responsabilidade por sua originalidade, podendo incidir sobre mim eventuais encargos decorrentes de reivindicação, por parte de terceiros, em relação à autoria do mesmo.

