“Virar Travesti”

interseccionalidade, performance e afirmação de si em Divinas Divas (2016)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v30i2.83681

Palavras-chave:

Travestilidade. Interseccionalidade. Ditadura civil-militar.

Resumo

O artigo analisa o documentário Divinas Divas (2016), de Leandra Leal, como registro histórico e cultural da trajetória de artistas travestis no Brasil, destacando Rogéria, Jane Di Castro e Eloína dos Leopardos, e dialogando com narrativas de Aloma Divina. A pesquisa aborda a construção das feminilidades travestis durante a ditadura civil-militar (1964-1985), práticas corporais como hormônios e silicone, e referências estéticas inspiradas em divas do cinema e TV. Examina a intersecção entre gênero, raça e classe, as experiências de racismo e discriminação, e a distinção entre “travestis-artistas” e travestis na prostituição. Enfatiza o corpo como artefato político e estético, subvertendo normas de gênero, e problematiza tentativas de embranquecimento e passabilidade cisgênera. Conclui que o filme, ao articular memória, arte e resistência, contribui para a historiografia das travestilidades e para narrativas contra-hegemônicas.

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Biografia do Autor

Bruno Sanches Mariante da Silva, Universidade Federal de Rondonópolis, Rondonópolis, Mato Grosso, Brasil, bruno.sanches@upe.br

Mestre e Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco (UPE) e líder do NUNTEMPA – Núcleo de Estudos e Pesquisas em História das Relações de Gênero e do Tempo Presente (CNPq).

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Publicado

2026-06-03 — Atualizado em 2026-06-15

Versões

Como Citar

MARIANTE DA SILVA, Bruno Sanches. “Virar Travesti”: interseccionalidade, performance e afirmação de si em Divinas Divas (2016). História Revista, Goiânia, v. 30, n. 2, p. 139 – 158, 2026. DOI: 10.5216/hr.v30i2.83681. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/83681. Acesso em: 18 jun. 2026.