Políticas do desejo e imaginário feminista
ressonâncias de 1968
Palavras-chave:
feminismos, poéticas artísticas, corpos, resistênciasResumo
Este artigo tem por objetivo analisar as genealogias e ressonâncias do feminismo engendrado após 1968, quando uma intensa contestação na cultura impactou as mulheres e suas práticas artísticas, políticas e subjetivas, articulando a busca por um imaginário crítico à moral dominante e sustentada pelo formação de vínculos políticos corporificados. Nessa conjuntura, artistas feministas na América Latina e em outras regiões do mundo demoliram micropoderes que incidem sobre corpos e subjetividades, respondendo ao sexismo das representações tradicionais e propondo novas formas de expressão e objetivação, reafirmando a atualidade do imaginário feministas nas práticas culturais contemporâneas. O corpo, o prazer e o desejo tornam-se símbolos centrais para reivindicar a própria vida, história, escolhas éticas e posicionamentos intelectuais, transformando o mal-estar compartilhado em matéria política.
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