Constelações do ensaísmo animado por mulheres

uma análise de Guaxuma, de Nara Normande

Autores

Palavras-chave:

filme-ensaio, animação, documentário animado

Resumo

Este artigo propõe uma leitura do curta-metragem Guaxuma (2018), de Nara Normande, no contexto de uma constelação de filmes-ensaio animados realizados por mulheres. A obra, concebida com técnicas de animação em mídias mistas, articula questões ligadas a regimes de fabulação capazes de tornar visíveis vivências como o luto, a descoberta do corpo e a sensorialidade da infância da diretora. Normande convoca reflexões que atravessam narrativas autobiográficas, evocando afetos, corpos e modos de subjetivação femininos no entrelaçamento de lembranças pessoais abertas a um estado de sensação partilhada. Ao se desvincular dos pressupostos de contiguidade entre imagem e referente que caracterizam o registro fotográfico, o filme problematiza a inscrição pessoal, deslocando binarismos como ficção e documentário.

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Biografia do Autor

Regis Orlando Rasia, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Sul, Brasil, regis.rasia@ufms.br

Docente no curso de Audiovisual da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Doutor e mestre em multimeios pela UNICAMP.

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Publicado

2026-06-03

Como Citar

ORLANDO RASIA, Regis. Constelações do ensaísmo animado por mulheres: uma análise de Guaxuma, de Nara Normande. História Revista, Goiânia, v. 30, n. 2, p. 292 – 312, 2026. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/83613. Acesso em: 18 jun. 2026.