Mulheres da terra
gênero, trabalho e protagonismo feminino na agricultura latino-americana
Palavras-chave:
Mulheres rurais, Agroecologia, Economia solidária, Resistência, Invisibilização históricaResumo
Este artigo analisa a invisibilização histórica e a resistência das mulheres rurais na América Latina e no Brasil, destacando seu protagonismo em práticas agroecológicas e redes de economia solidária. Explora como o apagamento institucional e epistemológico do trabalho feminino no campo é resultado de estruturas coloniais, patriarcais e capitalistas, que impõem uma divisão sexual do trabalho e limitam o reconhecimento formal de suas contribuições. Ao mesmo tempo, evidencia as estratégias concretas de resistência por meio da proteção das sementes crioulas, da promoção da autonomia econômica e da organização coletiva em cooperativas e feiras agroecológicas. O texto ressalta a agroecologia como um projeto político, ético e feminista que questiona as desigualdades de gênero e promove uma nova relação com a terra e com os corpos. Conclui-se que reconhecer e valorizar o papel das mulheres rurais é essencial para a construção de territórios sustentáveis, socialmente justos e para a reparação histórica de suas lutas e saberes.
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