Entre a norma e o gesto: práticas de cuidado numa oficina de pintura em contexto institucional

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DOI:

https://doi.org/10.5216/sec.v29.84121

Resumo

Este artigo tem o propósito de analisar como o cuidado se configura numa oficina de pintura em contexto institucional, explorando de que modo a prática artística reconfigura gramáticas de ação no trabalho social. Com base numa investigação qualitativa de inspiração etnográfica, desenvolvida ao longo de dois anos de observação participante e conversas informais com técnicos e utentes, analisamos as práticas à luz da ética do cuidado, das sociologias pragmáticas e da tipologia de Laforgue. Os resultados evidenciam três modalidades de cuidado: um cuidado com os outros, na copresença e coautoria; um cuidado para os outros, ligado à manutenção hospitaleira do espaço; e um cuidado sem os outros, marcado pela contenção ética, pela espera ativa e pelo respeito ao silêncio e ao retraimento. A oficina mostra-se, assim, como dispositivo ético-estético capaz de acolher presenças, hesitações e ausências, valorizando o “trabalho sem os outros” como forma discreta, mas decisiva, de cuidado.

Palavras-chave: cuidado; vulnerabilidade; sociologias pragmáticas; arte; trabalho social.

 

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Biografia do Autor

José Maria Carvalho, Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Portalegre, Portugal, carvalhoze10@hotmail.com

Professor do Instituto Politécnico de Portalegre. Sociólogo com Doutorado em Conhecimento para Sociedades Abertas e Inclusivas pela Universidade de Évora, Portugal.

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Publicado

2026-05-13

Como Citar

CARVALHO, José Maria. Entre a norma e o gesto: práticas de cuidado numa oficina de pintura em contexto institucional. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 29, 2026. DOI: 10.5216/sec.v29.84121. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fcs/article/view/84121. Acesso em: 9 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos Livres