Renascença Clube e o empoderamento de mulheres negras: uma perspectiva crítica em relações étnico-raciais
DOI:
https://doi.org/10.5216/sec.v29.82900Resumo
O presente artigo pretende analisar o lugar da mulher negra nas práticas discursivas do Renascença Clube, considerado o primeiro clube negro da cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, visa entender como ocorre a participação do clube nas atividades e serviços voltados ao empoderamento da mulher negra frequentadora da instituição, ações implicadas em discursos que apresentam virtudes e ambiguidades. O método de pesquisa, baseado na Pesquisa-Ação, permitiu problematizar os projetos atualmente em desenvolvimento, mediante críticas às suas evidentes contradições, tanto sob a perspectiva histórica quanto sob o viés étnico-racial e de gênero. Verificou-se que as práticas do clube, como os concursos de beleza e os projetos voltados à saúde mental, conquanto positivadas em sua premissa, ainda revelam um enredo que pode reatualizar certas categorias de controle sobre o autêntico protagonismo da mulher negra.
Palavras-chave: empoderamento feminino; mulheres negras; beleza negra; afro rena.
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