Cooperação Sul-Sul no governo de Dilma Rousseff (2011-2016): Retração ou transformação?

Resumo

 A política externa de Dilma Rousseff é normalmente compreendida como uma continuidade do seu antecessor, embora alguns estudos recentes tenham identificado as retrações e as transformações na agenda do Sul Global. No âmbito da Cooperação Sul-Sul (CSS), destaca-se uma escassez de análises
sobre esse período. Com o objetivo de preencher essa lacuna, este artigo examina quais foram as mudanças das forças políticas domésticas que modelam a CSS, em especial, a cooperação técnica no governo de Rousseff. Para isso, define-se quatro categorias: Ideias, Instituições, Grupos de Interesses e Organização. Por meio da análise de cada uma delas, demonstra-se que as variáveis Ideias e Grupos de Interesses, além do evidente recuo da diplomacia presidencial, modelaram as transformações da cooperação para o desenvolvimento. Por fim, conclui-se que, paradoxalmente, o governo de Rousseff, que foi aquele que mais vinculou a CSS às questões comerciais, foi também aquele que menos atraiu os grupos de interesses locais para essas iniciativas.

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Biografia do Autor

Roberto Goulart Menezes, Universidade de Brasília

Professor Associado do Instituto de Relações Internacionais da UnB. Professor visitante do Arrighi Center fo Global Studies da Johns Hopkins University. Pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os Estados Unidos (INEU).

Natália Fingermann, Universidade Católica de Santos

Professora da Universidade Católica de Santos

Publicado
19-05-2020
Como Citar
Goulart Menezes, R., & Fingermann, N. (2020). Cooperação Sul-Sul no governo de Dilma Rousseff (2011-2016): Retração ou transformação?. Sociedade E Cultura, 23. https://doi.org/10.5216/sec.v23i.59660
Seção
Dossiê: Os poderes emergentes e a ordem mundial contemporânea