JUSTIÇA DA PAISAGEM: uma nota

LANDSCAPE JUSTICE: a note

Autores

  • Geovana Paim Universidade Federal da Bahia
  • Roberto Verdum Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Antonio Angelo Universidade Federal da Bahia

Resumo

O conceito de paisagem entra na atualidade em nova fase de renovação conceitual, destacando-se sentidos menos tangíveis. Para fins de planejamento e gestão da própria paisagem, é necessário reavivar uma reflexão mais coletiva sobre as suas dimensões sociais, culturais e políticas para que decisões possam ser tomadas de forma mais justa. Nesta comunicação propomos como objetivo central, apresentar a Justiça da Paisagem, trazendo os critérios e sua importância para o desenvolvimento humano mais justo, dando à paisagem um protagonismo necessário nesta discussão. A Justiça da Paisagem é resultado das práticas espaciais, que por sua vez são ações implementadas pelo Estado ou por organizações, que provocam mudanças e rupturas nas estruturas físicas e sociais da paisagem, e que podem ser acompanhados de (in)justiças em várias escalas. Conclui-se que a paisagem como categoria de análise, planejamento e gestão do espaço geográfico é relevante estar passando por reestruturação em seu conceito e que desta forma será útil para dar força às questões de justiça.

Biografia do Autor

Geovana Paim, Universidade Federal da Bahia

Geógrafa pela Universidade Estadual de Feira de Santana/BA (2004), doutoranda em Geografia pela UFBA, mestra em Ciências Ambientais pela UEFS (2008) e especialista em Geotecnologias - Soluções Geográficas (2012). Tem experiência docente em disciplinas como: Sensoriamento Remoto, SIG, Geologia Geral e Pedologia Básica. Como pesquisadora atuou em Projetos de Pesquisa nas áreas de Desertificação, Modelagens Ambientais e Incêndios Florestais. Atualmente faz parte do grupo de Pesquisa Dinâmicas do Território (DIT). Exerceu a função de Analista GIS, trabalhando na área de Recursos Hídricos, Licenciamento Ambiental e em Petróleo e Gás. Como consultora técnica, realizou estudos de impacto ambiental para empreendimentos na área de: Energia Eólica, Resíduos Sólidos, Mineração e Turismo.Tem conhecimento e prática em: Geoprocessamento (Sistema de Informação Geográfica, Sensoriamento Remoto e Banco de Dados), Análise Ambiental, Modelagem, Desertificação e Estudos para o Semi-Árido. 

Roberto Verdum, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Licenciatura em Geografia (1987) e Bacharelado em Geografia (1988) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestrado (1993) e Doutorado (1997) em Géographie et Aménagement pela Université de Toulouse Le Mirail, França. Atualmente, é Professor Titular do Departamento de Geografia/IGEO/Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde atua desde 1989 no curso de Graduação em Geografia; desde 1998 nos cursos de Pós-graduação em Geografia/IGEO e Desenvolvimento Rural/FCE e desde 2007 no curso de Graduação EAD em Desenvolvimento Rural ? PLAGEDER/PGDR/FCE. Tem experiência na área de Geociências, Geografia e Desenvolvimento Rural, com ênfase em Geomorfologia, atuando nos seguintes temas: análise ambiental, paisagem, desertificação e arenização. Na coordenação de grupos de pesquisa destacam-se: a) Arenização/desertificação - questões ambientais (http://www.ufrgs.br/areais-pampa). b) Laboratório da Paisagem PAGUS - UFRGS (https://pagusufrgs.wordpress.com). Na coordenação de convênio internacional destaca-se: Capes/Cofecub (2017-2020): Qualités de produits territorialisés au Rio Grande do Sul (QUALPROSUL), entre o PPG em Geografia/IGEO/UFRGS e o Laboratoire Espace Société/Le Mans Université, França.

Antonio Angelo, Universidade Federal da Bahia

Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (1991), mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (1995), doutor em Geografia Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003), pós-doutorado em Geografia pela Texas A & M University - Estados Unidos e pós-doutorado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é Professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia desenvolvendo pesquisas enfocando as relações entre governança, federalismo e dinâmicas locais e regionais - localismos e regionalismos - relacionando com a justiça espacial.

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Publicado

14.03.2022

Como Citar

PAIM, G.; VERDUM, R.; FONSECA, A. A. JUSTIÇA DA PAISAGEM: uma nota: LANDSCAPE JUSTICE: a note. Espaço em Revista, Goiânia, v. 24, n. 1, p. 100–108, 2022. Disponível em: https://revistas.ufg.br/espaco/article/view/70264. Acesso em: 4 out. 2022.

Edição

Seção

SUBTEMA I - Estudo da paisagem: teoria, epistemologias e ensino