Do projeto nacional à agenda corporativa: a formação territorial da Ferrovia Norte-Sul na segunda metade do século XX

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DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v20i2.87059

Resumo

O objetivo deste trabalho é analisar a formação da Ferrovia Norte-Sul (FNS) na segunda metade do século XX, considerando sua passagem de um projeto de integração nacional para uma infraestrutura voltada à fluidez seletiva e ao uso corporativo do território. A pesquisa baseia-se em revisão bibliográfica, análise documental e dados secundários, com foco nas políticas econômicas e transformações institucionais que condicionaram sua implantação. Embora a ideia de um eixo ferroviário norte-sul remonte ao século XIX, a FNS foi lançada em 1987 em meio a disputas políticas e interesses empresariais. Na década de 1990, o avanço neoliberal e a privatização ferroviária reforçaram os circuitos primário-exportadores e limitaram o planejamento estatal orientado ao desenvolvimento social e das forças produtivas nacionais. Assim, conclui-se que a FNS foi operacionalizada como infraestrutura seletiva, funcional aos grandes grupos corporativos que aprofundam a dependência externa e intensificam formas seletivas e desiguais de uso do território nacional.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

MARINHO, Romulo Hemilton Rocha. Do projeto nacional à agenda corporativa: a formação territorial da Ferrovia Norte-Sul na segunda metade do século XX. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 20, n. 2, p. 245–272, 2026. DOI: 10.5216/ag.v20i2.87059. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/87059. Acesso em: 13 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê - Redes Técnicas e múltiplas escalas dos transportes