A Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a fronteira de expansão do macrossistema elétrico nacional pela Amazônia Oriental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v20i2.87049

Resumo

A crescente demanda por energia elétrica provoca a abertura de novas frentes de exploração dos sistemas de transmissão em grandes escalas.  Isso demanda analisar o macrossistema nas áreas tidas como fronteiras de expansão. No Brasil, a difusão do modelo produtivo hidrelétrico na Amazônia brasileira, a partir das décadas de 1970 e 1980, interfere na configuração regional do centro-norte do país. Diante disso, este artigo analisa as lógicas do processo de expansão do macrossistema na Amazônia Oriental, por meio da análise da UHE de Belo Monte, viabilizadora das ações de agentes na disputa pelo uso do território. Para a efetivação do trabalho, realizou-se pesquisa bibliográfica e documental, levantamento de dados de órgãos oficiais para organização de tabelas e gráficos, além de análise e elaboração de mapas temáticos. Entende-se que a expansão do macrossistema na Amazônia Oriental, por meio de grandes empreendimentos, suscita um complexo jogo de interesses corporativos, que converte recursos hídricos em vetores de acumulação, aprofundando a vulnerabilidade socioambiental da região diante dos contraditórios processos de expansão econômica nacional.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

MESQUITA DE SOUZA GOMES, Marcos. A Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a fronteira de expansão do macrossistema elétrico nacional pela Amazônia Oriental. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 20, n. 2, p. 331–357, 2026. DOI: 10.5216/ag.v20i2.87049. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/87049. Acesso em: 13 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê - Redes Técnicas e múltiplas escalas dos transportes