Desenvolvimento Orientado ao Transporte (DOT): considerações sobre seus aspectos contraditórios na produção do espaço urbano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v20i2.87022

Resumo

Frente ao aparente consenso no campo do planejamento urbano sobre o Desenvolvimento Orientado ao Transporte (DOT), estratégia que pretende integrar adensamento populacional, transporte coletivo e mistura de usos, este artigo analisa seus condicionantes e limites para explicitar aspectos contraditórios do modelo. A partir de uma revisão teórica e da retomada de pesquisas sobre Curitiba (Setores Estruturais) e São Paulo (Eixos de Estruturação da Transformação Urbana), evidencia-se o caráter seletivo da produção imobiliária e da infraestrutura de mobilidade urbana. Conclui-se que essas transformações do espaço urbano articulam-se a processos de valorização imobiliária e acumulação de capital que tendem a reiterar e aprofundar desigualdades socioespaciais históricas, especialmente no contexto do capitalismo periférico.

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Publicado

2026-10-02 — Atualizado em 2026-10-06

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Como Citar

SEIXAS PILOTTO, Angela. Desenvolvimento Orientado ao Transporte (DOT): considerações sobre seus aspectos contraditórios na produção do espaço urbano . Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 20, n. 2, p. 223–244, 2026. DOI: 10.5216/ag.v20i2.87022. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/87022. Acesso em: 13 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê - Redes Técnicas e múltiplas escalas dos transportes