Irracionalidades da transição energética corporativa e vulnerabilidade pelo excesso: a difusão da energia fotovoltaica no Mato Grosso do Sul

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v20i2.86974

Resumo

O presente artigo se fundamenta numa análise geográfica da questão energética, influenciada por abordagens da economia política do território, e busca realizar um diagnóstico crítico da transição energética. Toma-se como objeto de investigação a difusão espacial das Usinas Fotovoltaicas (UFVs) no Mato Grosso do Sul, que tem sido guiada por um conjunto de empresas privadas que se orientam fortemente pelas lógicas da competitividade e da financeirização. Essas empresas se valem sobretudo da menor atuação do Estado e de suas empresas públicas na expansão da geração de eletricidade no território após diversas rodadas de neoliberalização. Como exemplo significativo, este estudo evidencia o caráter corporativo da transição energética que se desenvolve no território brasileiro. Além de aprofundar a extração de mais-valia e renda das regiões onde se difundem os novos equipamentos de geração, como as UFVs, essa transição energética contribui para uma situação de vulnerabilidade do macrossistema elétrico e do território, em razão do acelerado crescimento da geração de energia em comparação com as estruturas de transmissão instaladas.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

DUARTE, Luciano; NASCIMENTO PELAQUIN, Gabrie. Irracionalidades da transição energética corporativa e vulnerabilidade pelo excesso: a difusão da energia fotovoltaica no Mato Grosso do Sul. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 20, n. 2, p. 273–300, 2026. DOI: 10.5216/ag.v20i2.86974. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/86974. Acesso em: 13 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê - Redes Técnicas e múltiplas escalas dos transportes