Maré alta e Maré baixa: Experiências pedagógicas em Dança Ciranda no Ensino Médio em Recife/Pernambuco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v11i2.83829

Resumo

Este estudo dançante/educativo propõe-se a traçar caminhos sobre as experiências do Ensino de Dança da Ciranda, na Eletiva Danças Tradicionais do Nordeste, na Escola de Referência em Ensino Médio Sizenando Silveira – EREM Size (Recife/Pernambuco), em 2022. Deste modo, convém salientar que, em agosto de 2021, a Ciranda foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, abrindo novas trilhas para sua circulação, aprendizagem e ressignificação nos territórios educativos. Para organizar o percurso deste estudo, estruturamos o texto em duas ondas: a primeira dedicada às reflexões acerca da Ciranda em Pernambuco e a segunda ao Ensino de Repertório Dança Ciranda na escola. Na sequência, refletimos sobre os processos do Ensino de Dança Ciranda na Educação Básica e seus desdobramentos em relação às questões sociais. Com a efetivação deste escrito, torna-se imprescindível que os processos de ensino-aprendizagem em Dança promovam a formação de indivíduos politizados, éticos e capazes de se posicionar de forma criativa e transgressora diante dos episódios de violência que marcam nossa realidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alexsander Barbozza da Silva, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil, abarbozza@outlook.com

Artista-docente da Dança. Doutorando, Bolsista de Doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e Mestre em Dança pelo Programa de Pós-Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia (PPGDança/UFBA). Especialista em Arte/Educação pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI) e Licenciado em Dança pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Tenho me dedicado a pesquisas que acompanham as pistas da inserção da Dança na Educação Básica, dos currículos de Dança e dos processos de formação inicial de docentes na área. Atualmente, sou docente substituto da Licenciatura em Dança da UFPE.

Referências

BARBOSA, Ana Mae. Modernidade e pós-modernidade no ensino da arte. MAC Revista: São Paulo, 1992.

BARBOZZA, Alexsander da Silva. Planejamento da Eletiva Danças Tradicionais do Nordeste. Escola de Referência em Ensino Sizenando Silveira. SIEPE: 2022.

BENJAMIM, Roberto Emerson Câmara. Folguedos e danças de Pernambuco – Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1989. (Coleção Recife, LV) 2ª edição.

BRASILEIRO, Lívia Tenório; FILHO, Márcio José do Nascimento Filho. A contribuição de Isabel Marques nas produções sobre "Dança" e "Ensino de Dança" na Educação Física. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte: São Paulo, v. 31, n. 7, 2017. Disponível em: <https://revistas.usp.br/rbefe/article/view/141774>. Acesso em: 07 fev. de 2025.

CALLENDER, Déborah. Histórias da ciranda : silêncios e possibilidades. Textos escolhidos de cultura e arte populares, Rio de Janeiro, v.10, n.1, p. 113- 132, mai. 2013. Disponível em: . Acesso em: 07 fev. de 2025.

DINIZ, Jaime. Ciranda: roda de adultos no folclore pernambucano. Revista do Departamento de Extensão Cultural e Artística. Recife, 1960.

DINIZ, Jaime. Ciranda: dança popular. Estudos Avançados. Dossiê Nordeste I, São Paulo, v. 1, n. 1, 1987.

hooks, bell. Ensinando a Transgredir: A educação como prática da liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. - 2.ed. - São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017.

hooks, bell. Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. Trad. Bhuvi Libanio. São Paulo: Elefante, 2020.

hooks, bell. Ensinando Comunidade: uma pedagogia da esperança. Trad. Kenia Cardoso - São Paulo: Elefante, 2021.

KILOMBA, Grada. Memórias de plantação: episódios de racismo do cotidiano. Trad. Jess Oliveira, - 1ª ed. - Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

MARQUES, Isabel Azevedo. Dançando na escola. Revista Motriz: São Paulo, v.3, n. 1, 1997. Disponível em: <https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/6496/4744>. Acesso em: 07 fev. de 2025.

MARQUES, Isabel Azevedo. Ensino da Dança Hoje: textos e contextos. São Paulo: Cortez, 1999.

MARQUES, Isabel Azevedo. Metodologia para o Ensino da Dança: luxo ou necessidade. (Orgs.). PEREIRA, Roberto; SOTER, Silvia. Lições de Dança 4. Rio de Janeiro: UniverCidade Editora, 2003.

MARQUES, Isabel Azevedo. Dançando na escola. São Paulo: Cortez; 2003.

MARQUES, Isabel Azevedo. Linguagens da Dança: Arte e Ensino. São Paulo: Digitexto, 2010a.

MARQUES, Isabel Azevedo. De tripé em tripé: o caleidoscópio do Ensino da Dança. (Orgs.). BARBOSA, Ana Mae; CUNHA, Fernanda Pereira. In: Abordagem Triangular no ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez, 2010b.

MARQUES, Isabel Azevedo. Interações: crianças, dança e escola. Org: Maria Cristina Carapelo Lavrador Alves. São Paulo: Blucher, 2012. (Coleção InterAções).

PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: Ensino Médio. União dos Dirigentes Municipais de Educação; Coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Marcelo Andrade Bezerro Barros, Natanael Jose da Silva - Recife: A secretaria, 2021.

RABELLO, Evandro. Ciranda: dança de roda, dança da moda. Recife: Universitária,1979.

TELLER, Sônia. Lia de Itamaracá, Rainha da Ciranda: de mãos dadas com a História. Revista Caminhos da História: Monte Carlos, v. 2, 8, n.1, 2023. Disponível em: <https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/6133/6148>. Acesso em: 07 fev. de 2025.

VICENTE, Tamisa Ramos. Vamos cirandar, políticas públicas de turismo e cultura popular: festivais de ciranda em Pernambuco 1960-1980. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-graduação em Turismo da Universidade de Caxias do Sul, 2008. Disponível em: <https://repositorio.ucs.br/handle/11338/311>. Acesso em: 07 fev. de 2025.

Downloads

Publicado

2026-04-23

Como Citar

BARBOZZA DA SILVA, Alexsander. Maré alta e Maré baixa: Experiências pedagógicas em Dança Ciranda no Ensino Médio em Recife/Pernambuco. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 11, n. 2, p. 379 a 407, 2026. DOI: 10.5216/ac.v11i2.83829. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/83829. Acesso em: 10 maio. 2026.