Teatro do oprimido e licenciamento ambiental
contribuições metodológicas à educação ambiental crítica no PEA Territórios do Petróleo
DOI:
https://doi.org/10.5216/ac.v11i2.82597Resumo
O presente artigo tem como tema central a utilização do Teatro do Oprimido (TO), concebido por Augusto Boal, como ferramenta metodológica para a promoção de processos participativos e críticos no contexto do licenciamento ambiental brasileiro, usando como estudo de caso o Projeto de Educação Ambiental Territórios do Petróleo, como uma dimensão extensionista da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, abrangendo 10 municípios da Bacia de Campos. A análise parte da constatação de que os mecanismos tradicionais de participação previstos na legislação ambiental, como as audiências, embora importantes, podem ser ampliados por outros instrumentos participativos não tradicionais, que fortalecem a escuta e a atuação das comunidades atingidas pelas ações dos grandes empreendimentos. Assim, busca-se discutir de que forma o TO, em articulação com os princípios da Educação Ambiental Crítica, pode contribuir para a democratização dos processos decisórios, a identificação de conflitos socioambientais e a construção de uma pedagogia voltada para a justiça ambiental. O objetivo do estudo é analisar as contribuições metodológicas do TO como recurso político-pedagógico capaz de apresentar os conflitos de forma popular e assim criar uma maior consciência sobre os impactos socioambientais, o que contribui para ampliar o debate público, inserindo no mesmo os sujeitos historicamente silenciados.
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