Teatro do oprimido e licenciamento ambiental

contribuições metodológicas à educação ambiental crítica no PEA Territórios do Petróleo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v11i2.82597

Resumo

O presente artigo tem como tema central a utilização do Teatro do Oprimido (TO), concebido por Augusto Boal, como ferramenta metodológica para a promoção de processos participativos e críticos no contexto do licenciamento ambiental brasileiro, usando como estudo de caso o Projeto de Educação Ambiental Territórios do Petróleo, como uma dimensão extensionista da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, abrangendo 10 municípios da Bacia de Campos. A análise parte da constatação de que os mecanismos tradicionais de participação previstos na legislação ambiental, como as audiências, embora importantes, podem ser ampliados por outros instrumentos participativos não tradicionais, que fortalecem a escuta e a atuação das comunidades atingidas pelas ações dos grandes empreendimentos. Assim, busca-se discutir de que forma o TO, em articulação com os princípios da Educação Ambiental Crítica, pode contribuir para a democratização dos processos decisórios, a identificação de conflitos socioambientais e a construção de uma pedagogia voltada para a justiça ambiental. O objetivo do estudo é analisar as contribuições metodológicas do TO como recurso político-pedagógico capaz de apresentar os conflitos de forma popular e assim criar uma maior consciência sobre os impactos socioambientais, o que contribui para ampliar o debate público, inserindo no mesmo os sujeitos historicamente silenciados.

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Biografia do Autor

Rafael Paes da Silva de Souza, Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil, rpaesdesouza@gmail.com

Rafael Paes da Silva de Souza – Mestrando em Políticas Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Graduação em Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense (UFF), Ator, Diretor, Educador Social, Ambiental e multiplicador do Teatro do Oprimido.

Nilo Lima de Azevedo, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil, azevedo.nilo@uenf.br

Possui graduação em Direito, Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e Doutorado em Sociologia Política pela Universidade Estadual do Norte Fluminense. Atualmente exerce a carga de Professor Associado da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Membro do Laboratório de Gestão e Políticas Públicas, Membro do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais, Professor da área de Direito e Estado no Curso de Graduação em Administração Pública.

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

PAES DA SILVA DE SOUZA, Rafael; LIMA DE AZEVEDO, Nilo. Teatro do oprimido e licenciamento ambiental: contribuições metodológicas à educação ambiental crítica no PEA Territórios do Petróleo. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 11, n. 2, p. 190 a 215, 2026. DOI: 10.5216/ac.v11i2.82597. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/82597. Acesso em: 10 maio. 2026.