Bembé, Nego Fugido e Festa da Boa Morte:

diferentes estratégias performativas no Recôncavo da Bahia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v11i2.81987

Resumo

O artigo apresenta uma reflexão sobre aspectos de três fenômenos culturais afro-brasileiros do Recôncavo da Bahia: o Bembé do Mercado, o Nego Fugido e a Festa da Boa Morte. Com uma abordagem interdisciplinar, o texto concentra-se na dimensão performativa dessas expressões populares, cuja grande relevância se dá em múltiplas dimensões: religiosa, cultural, social, histórica, estética e política. O estudo, entre outras referências, dialoga com a obra de Leda Maria Martins, principalmente, com seu conceito de oralitura. Sem pretensões etnográficas, o trabalho dedica-se sobretudo a uma aproximação sensível das principais estratégias que podem ser consideradas à luz dos estudos em artes cênicas.

 

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Biografia do Autor

João Sanches, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil, joaoright@gmail.com

oão Sanches é dramaturgo, encenador, pesquisador e professor adjunto da Escola de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Possui Doutorado e Mestrado em Artes Cênicas pelo PPGAC da UFBA e Bacharelado em Comunicação Social pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Realizou pós-doutorado em Dramaturgia e Performance no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Tem experiência na área de Artes Cênicas, com ênfase em Dramaturgia, Encenação e Iluminação. Ganhou o Prêmio Braskem de Teatro três vezes: em 2013, nas categorias melhor autor e melhor espetáculo; em 2014, na categoria melhor espetáculo infanto-juvenil. De 1999 a 2021, seus trabalhos receberam um total de 20 indicações a prêmios, em diferentes categorias.

Danillo Barata, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas, Bahia, Brasil, danillo.barata@gmail.com

Danillo Barata é artista, pesquisador e professor reconhecido por sua atuação nas áreas das artes, mídias e culturas digitais, com uma abordagem interdisciplinar que explora as intersecções entre corpo, imagem e tecnologia. Suas pesquisas são focadas em práticas audiovisuais experimentais, especialmente no contexto da arte contemporânea brasileira. Suas obras frequentemente dialogam com questões de identidade, memória e narrativas afro-atlânticas, promovendo reflexões sobre a construção e reconstrução de narrativas visuais e sonoras no cenário artístico. Com uma trajetória acadêmica consolidada, Barata atua em programas de pós-graduação, contribuindo para o desenvolvimento de pesquisas inovadoras e transdisciplinares. Por meio de suas práticas artísticas e acadêmicas, destaca-se pelo compromisso em compreender e reinterpretar o papel da imagem e do som nas artes, buscando expandir os limites tradicionais desses meios. Como docente, contribui para a formação de novos pesquisadores e artistas, incentivando práticas transdisciplinares que ampliam os limites interpretativos da imagem e do som nas artes contemporâneas. Barata é Professor Associado do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde exerceu o cargo de Diretor de 2013 a 2023. Possui Doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Licenciatura em Desenho e Plástica pela mesma instituição. Atualmente, é professor permanente dos Programas de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) da Escola de Belas Artes da UFBA e em Artes (PPGArtes) da UFRB, e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFRB. Ocupa o cargo de Pró-reitor de Extensão e Cultura (PROEXC). Sua atuação acadêmica e artística está situada nas interseções entre arte, mídia e culturas digitais, com forte inserção na governança universitária. Como artista, pesquisador e curador, seu trabalho se concentra nas relações entre corpo e câmera, corpo e o sistema da arte, e corpo e mundo. Entre suas realizações de destaque, coordenou a pesquisa e a elaboração do Dossiê de Registro e Salvaguarda do Bembé do Mercado como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2019. É curador e idealizador do Festival Paisagem Sonora: Formação, Gestão e Difusão da Música, evento dedicado à reflexão sobre paisagens sonoras e suas interseções com práticas musicais contemporâneas. Autor dos livros J. Cunha e o Carnaval Negro (Selo Editorial Anjo Negro e EDUFRB), Narrativas em Fluxo: Corpo-Imagem (Selo Editorial Anjo Negro e EDUFRB) e O Universo de J. Cunha (Editora Currupio), também foi responsável pela Curadoria Editorial e Organização do livro Floresta Negra do artista Anderson Santos (EOSLIBER, 2021). Seu reconhecimento internacional inclui o Bayreuth International Junior Fellowship, concedido pela University of Bayreuth, na Alemanha, em 2016, em reconhecimento à sua contribuição à pesquisa e ao ensino nos estudos africanos. Em 2013, foi comissionado pela Fundação Holandesa Prince Claus Fund para desenvolver o projeto Paisagem de Luz, parte da convocatória Rethinking Public Space. Entre 2008 e 2011, realizou projetos no departamento de imagem da Werkplaats Beeldende Kunst Vrije Academie, na World Wide Visual Factory em Haia, Holanda. Possui obras em importantes acervos internacionais e nacionais, como o Museum der Weltkulturen, em Frankfurt (Alemanha), a World Wide Visual Factory (Holanda), o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e o IPHAN. Foi premiado em 2006 no 13 Salão do Museu de Arte Moderna da Bahia, com o Prêmio de Aquisição, e em 2007, recebeu o Prêmio Videobrasil WBK Vrije Academie no 16 Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil.

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

SANCHES, João; SILVA BARATA, Danillo. Bembé, Nego Fugido e Festa da Boa Morte: : diferentes estratégias performativas no Recôncavo da Bahia. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 11, n. 2, p. 237 a 271, 2026. DOI: 10.5216/ac.v11i2.81987. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/81987. Acesso em: 10 maio. 2026.