“This Is America”: a era Jim Crow e os lugares de memória da Guerra de Secessão na arte visual de Hiro Murai

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/v.v19.59346

Palavras-chave:

This is America, lugares de memória, Jim Crow

Resumo

Este artigo tem como finalidade elencar um conjunto de análises do videoclipe “This Is America” (2018), organizadas em caráter de diálogo com os lugares de memória da Guerra de Secessão, destacando especificamente os pontos de contato entre traços icônicos da produção audiovisual e as questões características do cenário historiográfico relativo ao desconcerto racial estadunidense. Metodologicamente, a pesquisa histórico-documental proporcionou a estruturação de um arcabouço teórico para que variados componentes históricos, ideológicos, políticos e valorativos dessa construção artística fossem identificados e analisados. Como resultado, delimitaram-se diferentes estilos performáticos no videoclipe e interpretações estéticas da videoarte na expressão da denúncia de violência. Em conclusão, foi repercutida a representação dos modos violentos da segregação racial e a necessidade de sua avaliação no âmbito de suas próprias historicidades para melhor compreensão das mensagens veiculadas, bem como a identificação da manutenção do preconceito racial ao longo do tempo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALONSO, Nicolás. Autor de massacre racial em igreja de Charleston, nos EUA, é condenado à morte. EL PAÍS, Washington, 11 jan. 2017. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/10/internacional/1484087364_360834.html. Acesso em: 30 nov. 2018.

BARRETO, Rodrigo Ribeiro. Parceiros no clipe: a atuação e os estilos autorais de diretores e artistas musicais no campo do videoclipe a partir das colaborações Mondino/Madonna e Gondry/Björk. 2009. 230f. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas) – Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2009.

BEAN, Annemarie et al. Inside the minstrel mask: readings in nineteenth-century blackface minstrelsy. Hanover: Wesleyan University Press, 1996.

BENGTSSON, Helena. What happened at the Charleston, South Carolina, church shooting? EL PAÍS, Washington, 17 jun. 2015. Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/ng-interactive/2015/jun/18/what-happened-at-the-charleston-south-carolina-church-shooting. Acesso em: 30 nov. 2018.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Primeira versão. In: BENJAMIN, Walter Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. (Obras escolhidas: v. 1). p. 165-196.

BERMAN, Judy. ‘This Is America’: 8 things to read about Childish Gambino’s new music video. The New York Times, Nova Iorque, 8 mai. 2018. Disponível em: https://www.nytimes.com/2018/05/08/arts/music/childish-gambino-this-is-america-roundup.html. Acesso em: 30 nov. 2018.

BRADY, Mathew. From the Archives: Rethinking Robert E. Lee. Washingtonian, Washington, 14 jun. 2012. Disponível em: https://www.washingtonian.com/2012/06/14/from-the-archives-rethinking-robert-e-lee/. Acesso em: 09 abr. 2020.

BUI, Anthony L.; COATES, Matthew M.; MATTHAY, Ellicott C. Years of life lost due to encounters with law enforcement in the USA, 2015–2016. J Epidemiol Community Health, v. 72, n. 8, p. 715-718, 2018.

CONNELLY, Thomas Lawrence. The marble man: Robert E. Lee and his image in American society. Louisiana: LSU Press, 1977.

DURKIN, Erin. Charlottesville: James Fields guilty of murder for driving car into crowd. The Guardian, New York, 7 dez. 2018. Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/2018/dec/07/charlottesville-james-fields-guilty-murder-heather-heyer. Acesso em: 10 jan. 2019.

EISENBERG, Peter Louis. Guerra civil Americana. São Paulo: Brasiliense, 1982.

FISHER, James. Historical dictionary of American theater: beginnings. Rowman & Littlefield: Maryland, 2015.

JACOBS, Julia. Jury recommends life in prison for James Fields in fatal Charlottesville attack. The New York Times, Nova Iorque, 11 dez. 2018. Disponível em: https://www.nytimes.com/2018/12/11/us/james-fields-charlottesville-sentence.html. Acesso em: 10 jan. 2019.

LEVIN, Abigail; GUENTHER, Lisa. White ‘Power’ and the Fear of Replacement. The New York Times, Nova Iorque, 28 ago. 2017. Disponível em: https://www.nytimes.com/2017/08/28/opinion/white-power-and-the-fear-of-replacement.html. Acesso em: 21 nov. 2018.

LOPES, Nei. O Racismo explicado aos meus filhos. São Paulo: Agir, 2007.

MARTÍNEZ, Héctor Llanos. As referências de ‘This Is America’, o canto antirracista de Childish Gambino. EL PAÍS, Espanha, 9 maio 2018. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/08/cultura/1525764736_166347.html. Acesso em: 4 ago. 2018.

NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, n. 10, p. 7-28, dez. 1993.

POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, p. 3-15, 1989.

ROCHA, Eduardo da Silva. Dissidências esculpidas no mármore: os efeitos da supressão e impressão da memória em monumentos históricos. 2020. 70f. Dissertação (Mestrado em Memória Social) – Centro de Ciências Humanas e Sociais, Programa de Pós-Graduação em Memória Social, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020.

SCHAMA, Simon. O poder da arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

THIS Is America. Direção: Hiro Murai. Produção: Donald Glover et al. Tanfield Lea: FX Productions, 2018. 1 videoclipe (4 min).

WHOSE HERITAGE? Public Symbols of the Confederacy. Southern Poverty Law Center, Alabama, 01 fev. 2019. Disponível em: https://www.splcenter.org/20190201/whose-heritage-public-symbols-confederacy. Acesso em: 09 abr. 2020.

Downloads

Publicado

2022-05-04

Como Citar

ROCHA, E. da S.; LEVY, S. D. “This Is America”: a era Jim Crow e os lugares de memória da Guerra de Secessão na arte visual de Hiro Murai. Visualidades, Goiânia, v. 19, 2022. DOI: 10.5216/v.v19.59346. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/59346. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos