A representação do silêncio no cinema sonoro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/vis.v17.50269

Palavras-chave:

Cinema sonoro, Representação, Silêncio

Resumo

Mediante a compreensão de silêncio suscitada pelo pensamento de John Cage, este artigo objetiva investigar de que forma os filmes sonoros, por meio de recursos imagéticos e acústicos, representam o silêncio. Para tanto, o trabalho busca entender previamente de que forma o silêncio se constrói em nossa cultura e percepção, para em seguida adentrar na análise de filmes que possam revelar as articulações da estética cinematográfica envolvidas em projeções que estimulam a sensação de silêncio. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Yasmin Pires, Universidade Federal do Pará

Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade da Amazônia (UNAMA) e em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestra em Filosofia na Universidade Federal do Pará (UFPA) com bolsa CAPES. Pesquisadora no grupo de pesquisa "Projeções Audiovisuais nas Artes Contemporâneas".

André Villa, Universidade Federal do Pará

Formado em Licenciatura e Bacharelado em Música pela Université de Paris 8 - Saint Denis. Doutor em Estética, Ciências e Tecnologias das Artes pela Université de Paris 8 - Saint Denis / MSH - Paris Nord (revalidado pelo IA da UNICAMP). Professor do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará. Coordenador do grupo de pesquisa "Projeções Audiovisuais nas Artes Contemporâneas". Pesquisador nos grupos "Outros Cinemas" e "Circulation de Dispositifs Numériques et Mixtes en Recherche et Création Musicale, Pour un Axe".

Referências

: uma odisseia no espaço. Direc?ão: Stanley Kubrick, Produção: Stanley Kubrick. 161 min, cor. Estados Unidos: Metro-Goldwyn-Mayer,1968.

ATTALI, Jacques. Bruit. Ed. 35. Vendôme: Presses Universitaires de France, 1977.

BALAZS, Bela. Theory of the film: sound. In: WEIS E. e BELTON, J. Film sound: theory and practice. New York: Columbia University Press, 1985.

BOSSEUR, Jean Yves. John Cage. Paris: Minerve, 1993.

CAGE, John. Silence. Ed 1. Connecticut: Wesleyan University Press, 1961.

__________. A year from monday: new lectures and writings by John Cage, Wesleyan University Press, Hanover, 1967.

CAMPER, Fred. Sound and silence in narrative and nonnarrative cinema. In: WEIS E. e BELTON, J. Film sound: theory and practice. New York: Columbia University Press, 1985.

CHION, Michel. L’audio-vision. 2a edição. Paris: Éditions Armand Colin, 2005.

ECLIPSE, O. Direção: Michelangelo Antonioni. 125 min, cor. Itália: 1962.

FETTERMAN, William. John Cages’s theatre pieces : notations and performances, Amsterdam: Harwood Academic Publishers, 1996.

FORGET, M. C. Du mutique à l’objectal: la notion de silence chez John Cage. In: Musique et silence. Paris: CIREM, 1995.

GIL, Inês. O som do silêncio no cinema e na fotografia. Babilônia, Lisboa: número especial, p. 177-185, 2011. nfo

HELLER, Alberto Andrés. John Cage e a poética do silêncio. Blumenau: Letras Contemporâneas, 2011.

LUZ Silenciosa. Direção: Carlos Reygadas, Produção: Jamie Romandia e Carlos Reygadas. 136 min, cor. México/França: Motel Films, 2007.

MANZANO, Luiz. Som-imagem no cinema. São Paulo: Perspectiva, 2010.

MENDONÇA, Gilberto Teles. Vanguarda européia e modernismo brasileiro: apresentação e crítica dos principais manifestos vanguardistas. 20 ed. Rio de Janeiro: José Olympo Editora, 2012.

MESQUITA, Raphael. Trilogia do silêncio. Contracampo. São Paulo: n. 79, 2013.

NOITE, A. Direção: Michelangelo Antonioni, Produção: Emanuele Cassuto. 122 min, cor. Itália: 1961.

PODEROSO Chefão, O: parte III. Direção: Francis Ford Coppola, Produção: Francis Ford Coppola. 170 min, cor. Estados Unidos: Paramount Pictures, 1990.

POPPER, Frank. Art – action et participation 1 – le déclin de l’objet, Chêne. Paris, 1975.

____________. Art – action et participation 2 – l’artiste et la créativité aujourd’hui, Klincksieck. Paris, 1980.

REIS, Hugo. Sobre a Luz e o Silêncio: o plano de longa duração e a dinâmica do som no cinema de Carlos Reygadas. São Carlos, 2013. Dissertação (Mestrado em Imagem e Som) – Universidade Federal de São Carlos.

RIBRANDT, Gunnar. Style parameters in film sound. Uppsats Framlagd Vid Seminariet. Estocolmo: n. 30, v. 1, 1999. Diponível em: < http://filmsound.org/bibliography/stylepara.pdf>. Acesso em: 8 de agosto de 2016.

RUBIN, Martin. The voice of silence: sound style in John Stahl’s Backstreet. In: WEIS E. e BELTON, J. Film sound: theory and practice. New York: Columbia University Press, 1985.

RUSSOLO, Luigi. L’arte dei rumori. Milano: Edizioni Futuriste di “Poesia”, 1916.

SALGADO, Carmen Pardo. Approche de John Cage: l’écoute oblique. Paris: L’Harmattan, 2007.

SCHAFER, Murray R. A afinação do mundo. 2 ed. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

SILÊNCIO, O. Direção: Ingmar Bergman, Produção: Allan Ekelund. 96 min, cor. Suécia: 1964.

SOLARIS. Direção: Andrei Tarkovsky, Produção: Viacheslav Tarasov. 169 min, cor. Rússia: 1973.

SOM ao Redor, O. Direção: Kleber Mendonça, Produção: Emilie Lesclaux. 131 min, cor. Brasil: CinemaScópio, 2013.

SONTAG, Susan. A estética do silêncio. In: A vontade radical. São Paulo: Editora Schwarez Ltda, 1987.

TEREZANI, João H. T. Ouvindo vazios: reflexões sobre o silêncio no cinema. Anais do II Seminário Nacional Cinema em Perspectiva, Curitiba: n. 1, v.1, 2013.

VILLA, André. Reflexions interdisciplinaires sur la perception et la cognition musicales. Vincennes, 2013. Tese (Doutorado em Estética, Ciência e Tecnologia da Arte) – Universite Paris 8.

WEIS, Elisabeth e BELTON, John. Film sound: theory and practice. New York: Columbia University Press, 1985.

WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

Downloads

Publicado

2020-03-11

Como Citar

PIRES, Y.; VILLA, A. A representação do silêncio no cinema sonoro. Visualidades, Goiânia, v. 17, p. 25, 2020. DOI: 10.5216/vis.v17.50269. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/50269. Acesso em: 1 mar. 2024.

Edição

Seção

Artigos