Entre bandeiras e mantos: Aparecida e a identidade nacional brasileira

Autores

  • Fuviane Galdino Moreira Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na área de História e Teoria da Arte, linha de Pesquisa Imagem e Cultura.

DOI:

https://doi.org/10.5216/vis.v15i2.47916

Palavras-chave:

Nossa Senhora Aparecida, Esculturas sacras vestidas, Bandeiras nacionais

Resumo

Nas vestes das esculturas sacras se veem bandeiras nacionais, a exemplo do manto atual de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil desde o Governo nacionalista de Getúlio Vargas. Essas bandeiras celebram uma conformidade nacional e unem a arte sacra à política e à cultura. Aqui, leremos as vestimentas da estatuária cristã à luz das relações entre a Igreja Católica e o Estado, mediadas pelo tecido como um artefato estético, político e religioso.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fuviane Galdino Moreira, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na área de História e Teoria da Arte, linha de Pesquisa Imagem e Cultura.

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na área de História e Teoria da Arte, linha de Pesquisa Imagem e Cultura.

Referências

ALBERT-LLORCA. Marlène. La fabrique du sacré. Les vierges “miraculeuses” du pays valencien. Revue Genèses, Paris, v. 17, 1994. Disponível em: <http://www.persee.fr/docAsPDF/genes_1155-3219_1994_num_17_1_1260.pdf>. Acesso em: 5 jan. 2017.

______. Les statues habillées dans le catholicisme. Entre histoire de l’art, histoire religieuse et anthropologie. Archives de sciences sociales des religions, Paris, n. 164, p. 11-23, 2013. Disponível em: < http://assr.revues.org/25380>. Acesso em: 27 mar. 2017.

ALVES, Andréa Maria Franklin de Queirós. Pintando uma imagem Nossa Senhora Aparecida – 1931: Igreja e Estado na Construção de um Símbolo Nacional. 2005. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dourados, 2005.

ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. Tradução Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

ARGOLO, José Dirson. Análise da restauração de pinturas artísticas referenciada na intervenção em painéis de José Joaquim da Rocha, pertencentes ao Acervo da Santa Casa da Misericórdia, Salvador, Bahia. 2014. 513 f. Tese. (Doutorado em Artes Visuais) – Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2014.

BARTHOLEYNS, Gil. Le moment Chrétien. Fondation Antique de la Culture Vestimentaire Médiévale. In: GHERCHANOC, Florence; HUET, Valérie. Vêtements Antiques: s’habiller, se déshabiller dans les mondes anciens. Arles: Errance, 2012. p. 113-134.

BÖING, Mafalda Pereira. Nossa Senhora Aparecida: a Padroeira do Brasil. São Paulo: Loyola, 2007.

BRUSTOLONI, Júlio J. A Senhora da Conceição Aparecida: História da Imagem da Capela das Romarias. 2. ed. Aparecida: Editora Santuário, 1981.

______. História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida: a imagem,

o santuário e as romarias. 10. ed. Aparecida: Editora Santuário, 1998.

CARLETTI, Anna. O internacionalismo vaticano e a nova ordem mundial: a diplomacia pontifícia da Guerra Fria aos nossos dias. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão, 2012. 226 p.

CAVALHEIRO, Elisangela. Os mantos da Mãe Aparecida. Santuário Nacional Aparecida, 12 out. 2015. Disponível em: <http://www.a12.com/santuario-nacional/noticias/detalhes/os-mantos-da-mae-aparecida-1>. Acesso em: 17 dez. 2015.

COIMBRA, Raimundo Olavo. A Bandeira do Brasil: raízes histórico-culturais. 3. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. Disponível em: <http://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=27081>. Acesso em: 9 fev. 2017.

COULANGES, Numa-Denys Fustel de. A cidade antiga: estudo sobre o culto, o direito e as instituições da Grécia e de Roma. Tradução Frederico Ozanam Pessoa de Barros. São Paulo: Editora das Américas S.A. Edameris, 2006. Disponível em: < http://bibliotecadigital.puc-campinas.edu.br/services/e-books/Fustel%20de%20Coulanges-1.pdf>. Acesso em: 12 fev. 2017.

DELFOSSE, Annick. Vêtir la Vierge: une grammaire identitaire. In: Quand l’habit faisait Le moine. Une histoire du vêtement civil et religieux em Luxembourg et au-delà. Bastogne, 2004. Musée en Piconrue. Catálogo de exposição. 2004. p.199-208.

______. Quand Marie entre en politique. La Vierge et l’État moderne. In: DELVILLE, Jean-Pierre et alli: Marie, figures et réception. Enjeux historiques et théologiques. Colloque international, Liège, 22 octobre, et Louvain-la-Neuve, 23 octobre 2008 (2012). Disponível em: <https://www.academia.edu/3585640/Quand_Marie_entre_en_politique._La_Vierge_et_l%C3%89tat_moderne>. Acesso em: 11 fev. 2017.

LIVRO do Gênesis. In: Bíblia sagrada. Tradução dos Monges de Maredsous (Bélgica). 145. ed. rev. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2001.

LUSTOSA, Oscar. Catequese católica no Brasil: para uma história da evangelização. São Paulo: Edições Paulinas, 1992.

MACHADO, João Corrêa. Aparecida: Na história; na literatura. Campinas,SP: Edições do autor, 1975.

MOREIRA, Fuviane Galdino. Análise Tipológica dos Estofamentos das Esculturas Policromadas do Acervo de Arte Sacra do Museu Solar Monjardim. 2009. 149 f. Monografia (Bacharelado em Artes Plásticas) – Curso de Artes Plásticas, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2009.

______. Mantos de Aparecida: religião, política e identidade nacional. 2017. 31 f. Trabalho acadêmico de conclusão da disciplina História e Teoria das Artes Visuais I (Doutorado em Artes) – Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.

ORTIZ, Renato. Mundialização: saberes e crenças. São Paulo: Brasiliense, 2006.

PEIXOTO, Luciana da Silva. Arqueologia e patrimônio: o urbanismo na ótica da cultura material. In: CERQUEIRA, Fábio Vergara et al (Org.). Educação patrimonial: perspectivas multidisciplinares. Pelotas: Instituto de Memória e Patrimônio, 2008. p. 87-90.

PUCCIO, Deborah. Mieux vaut habiller les saints que déshabiller les ivrognes. Vêtir les saints à San Juan de Plan (Aragon). Terrain, Paris, n. 38, p. 141-152, 2002. Disponível em: <http://terrain.revues.org/1975>. Acesso em: 7 fev. 2017.

PROWN, Jules David. An Introduction to material culture Theory and method. Winterthur Portfolio, v. 17, n. 1, p. 1-19, 1982.

SILVA, Paulo Julião da. A Igreja Católica e as Relações Políticas com o Estado na Era Vargas. In: XIII Simpósio Nacional da ABHR, 2012, São Luís. Anais do XIII Simpósio Nacional da ABHR, São Luís, v. 13, p. 1-11, 2012.

SCHEFFLER, Felix. ¿“Poesía” o “Pecado Mortal”? La pintura de desnudo en la España de Calderón. In: Actas / Duodécimo Coloquio Anglogermano sobre Calderón, 1999, Leipzig. Deseo, sexualidad y afectos en la obra de Calderón. Leipzig: Franz Steiner Verlag Stuttgart, 1999. v. 9, p. 9-40.

SOUZA, Juliana Beatriz Almeida de. Virgem mestiça: devoção à Nossa Senhora na colonização do Novo Mundo. Revista Tempo, Niterói, v. 6, n. 11, p.77-92, 2001.

______. Construção da memória e devoção na escolha de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. In: XIV Jornadas Interescuelas/Departamentos de História de la Facultad de Filosofía y Letras. Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, p. 9-30, 2013. Disponível em: <http://cdsa.aacademica.org/000-010/314.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2017.

TREXLER, Richard C. Habiller et deshabiller les images. esquise d’une analyse. In: Durand, Françoise; SPRESER, Michael; WIRTH, Jean (Coord.). L’image et la production du sacré. Paris: Klincksieck, 1991. p. 195-231.

VASCONCELOS, Francisco A. Notas sobre a liderança de Dom Sebastião Leme no Brasil. Reflexus, Vitória v. 9, p. 295-316, 2015. Disponível em: <http://revista.faculdadeunida.com.br/index.php/reflexus/article/view/298>. Acesso em: 7 fev. 2017.

Downloads

Publicado

2017-12-19

Como Citar

MOREIRA, F. G. Entre bandeiras e mantos: Aparecida e a identidade nacional brasileira. Visualidades, Goiânia, v. 15, n. 2, p. 191–208, 2017. DOI: 10.5216/vis.v15i2.47916. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/47916. Acesso em: 23 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos