Desde sempre, sempre desenhei

Autores

  • Edith Derdyk

Resumo

O desenho é a matriz e a força motriz de meu traçado:ir e vir com o grafite no espaço do papel está tão calcado em meu sistema neurológico que a própria ação de desenharse sobrepõe à força da representação.

O desenho é feito de linhas.

A linha mede e potencializa a sutileza do limite: divisória incerta.

Ponto de partida e ponto de chegada, ao mesmo tempo. O meio é o lugar.

A linha possui uma natureza dupla: percurso mental e traço material. É carne e ossatura.

A linha empresta o contorno do mundo e caminha pela superfície das coisas.

A linha desenha os espaços entre as coisas do mundo, sem ser totalmente alguma delas.

A quem pertence a linha do horizonte: ao céu, ao mar, à terra?

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Publicado

2014-06-25

Como Citar

DERDYK, E. Desde sempre, sempre desenhei. Visualidades, Goiânia, v. 11, n. 2, 2014. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/30690. Acesso em: 24 fev. 2024.