A arte como recorte do real: a condição humana em Käthe Kollwitz - DOI 10.5216/vis.v6i1eI2.18070

Autores

  • Rita Márcia Magalhães Furtado UFG

DOI:

https://doi.org/10.5216/vis.v6i1ei2.18070

Resumo

Este trabalho, fruto de uma pesquisa teórica, tem por objetivo analisar a obra da artista alemã Käthe Kollwitz sob o viés da arte engajada. As técnicas utilizadas por Kollwitz, são a água-forte, a litografia e a xilogravura e algumas incursões pela escultura. Quaisquer delas apresentam as características da clareza, dos traços simples, sem rebuscamentos. Isso respondia a seus anseios de tornar a arte mais popular, acessível àqueles que dela não poderiam fruir em outros espaços, como os museus. Respondia também à coerência daquela que acreditava que a arte deveria “ser um acontecimento entre o artista e as pessoas”. Inserida na dinâmica da vida social, seu comprometimento com a causa operária afina-se com a arte no emaranhado da vida cotidiana dos operários, mesclada pela dor, o sofrimento, a violência e a privação. A recusa da beleza da arte convencional explicita o vigor de Kollwitz em contestar a contrastante desigualdade social, especificamente na Alemanha. Sem jamais ter registrado sua vinculação a um partido político, sua preocupação com a condição humana era evidente e suscita ainda hoje em nós, o questionamento acerca dos rumos da arte na contemporaneidade.

Palavras-chave: Käthe Kollwitz, condição humana, arte social

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Publicado

2012-04-18

Como Citar

MAGALHÃES FURTADO, R. M. A arte como recorte do real: a condição humana em Käthe Kollwitz - DOI 10.5216/vis.v6i1eI2.18070. Visualidades, Goiânia, v. 6, n. 1 e 2, 2012. DOI: 10.5216/vis.v6i1ei2.18070. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/18070. Acesso em: 21 jul. 2024.

Edição

Seção

GT1 - Teoria, História e crítica da arte e imagem