PERFIL ENERGÉTICO DO MÚSCULO ESQUELÉTICO DE RATOS SUPLEMENTADOS COM CREATINA NA FASE AGUDA DA IMOBILIZAÇÃO

Autores

  • Carlo A. Silva CA
  • Adriano Pardi
  • Maria Tereza M Severi
  • Tâmara Martins
  • Eder Arruda

DOI:

https://doi.org/10.5216/ref.v6i4.8791

Palavras-chave:

Imobilização, atrofia, músculo esquelético, creatina

Resumo

A imobilização muscular esquelética é um sistema indutor de desuso que desencadeia um conjunto de alterações que culminam com atrofia. Recentes estudos têm sugerido que a suplementação com creatina induz melhora na homeostasia metabólica do tecido muscular, instigando novas avaliações do seu potencial clinico/terapêutico particularmente no tratamento de desordens neuromuscular e em diversas doenças como as distrofias e citopatologias mitocondriais. O objetivo deste estudo foi avaliar diferentes parâmetros indicativos do status energético e funcional de músculos normais e após 3 dias de imobilização (fase aguda) suplementados ou não com creatina. Utilizamos ratos adultos, Wistar, obtidos na empresa ANILAB, Paulínia, SP. Os animais foram divididos em 4 grupos experimentais (n=6) assim denominados: controle, imobilizados, suplementado com creatina (9,2mg/100g/dia através da via orogástrica) e imobilizados suplementados com creatina. Para imobilização utilizou-se órtese de acrílico mantendo a posição do tornozelo em 90º. O conteúdo de glicogênio foi avaliado em amostras do músculo sóleo e gastrocnêmio através do método do fenol sulfúrico e as concentrações plasmáticas de glicose, lactato e creatinina, AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase) e proteínas totais avaliadas através de kit de utilização laboratorial (Sigma diagnóstics). Os dados foram comparados através de análise de variância seguido do teste de Tukey (p<0,05). Os resultados mostram que o conteúdo de glicogênio e o peso da musculatura imobilizada foram expressivamente reduzidos em decorrência do desuso; por sua vez, a suplementação com creatina promoveu elevação no conteúdo muscular de glicogênio, no músculo normal e de forma mais expressiva no músculo imobilizado, melhorando as condições fisiológicas. A relação proteína total/DNA foi reduzida devido à imobilização, no entanto, no grupo suplementado a redução foi menor. Estes resultados sugerem que a suplementação com creatina, pode minimizar as alterações metabólicas desencadeadas pela imobilização mantendo os músculos em melhores condições, fato que possivelmente favorece uma recuperação pós-imobilização mais rápida. 10.5216/ref.v6i4.8791

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Publicado

2010-01-29

Como Citar

SILVA CA, C. A.; PARDI, A.; SEVERI, M. T. M.; MARTINS, T.; ARRUDA, E. PERFIL ENERGÉTICO DO MÚSCULO ESQUELÉTICO DE RATOS SUPLEMENTADOS COM CREATINA NA FASE AGUDA DA IMOBILIZAÇÃO. Revista Eletrônica de Farmácia, Goiânia, v. 6, n. 4, 2010. DOI: 10.5216/ref.v6i4.8791. Disponível em: https://revistas.ufg.br/REF/article/view/8791. Acesso em: 23 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais