Argentina, Brasil e o conflito de Santo Domingo (1965) DOI10.5216/o.v14i1.28288

Autores

  • Leonardo da Rocha Botega Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS
  • Leandro Morgenfeld Instituto de Estudios Históricos, Económicos, Sociales e Internacionales (IDEHESI)/Universidad de Buenos Aires Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Buenos Aires

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v14i1.28288

Palavras-chave:

governo Castelo Branco, governo Arturo Illia, Conflito de Santo Domingo.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo sintetizar os posicionamentos assumidos pelos governos brasileiro e argentino diante do Conflito de Santo Domingo, República Dominicana, em 1965. Vitorioso nas eleições de fevereiro de 1963, que puseram fim a três décadas da Ditadura Trujillo, o presidente dominicano Juan Bosch, acusado de pró-comunista pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, foi derrubado em setembro de 1963. Em abril de 1965, militares "constitucionalistas" se levantaram em apoio ao retorno do presidente deposto, obtendo significativo apoio popular. Em resposta, o presidente norte-americano Lyndon Johnson, com a desculpa de evitar "outra Cuba" no Caribe, ordenou unilateralmente a invasão da ilha caribenha para esmagar as forças democráticas. Após esta ação unilateral, convocou, no âmbito da OEA, uma reunião de emergência dos ministros das Relações Exteriores dos países americanos, visando à formação de uma Força Interamericana de Paz (FIP), a fim de legitimar a invasão, tornando-a uma ação aparentemente multilateral. Diante desta situação, Brasil e Argentina tiveram posições divergentes quanto à criação da Força Interamericana de Paz. Enquanto que no Brasil o governo ditatorial de Castelo Branco não somente apoiou como liderou a ação militar em Santo Domingo, na Argentina o governo Arturo Illia, apesar de num primeiro momento apoiar a criação da Força Interamericana de Paz, num segundo momento se negou a enviar tropas a Santo Domingo. Este episódio demonstrou que diferentemente do que aconteceu no início da década, na segunda metade dos anos 1960, Brasil e Argentina passaram a distanciar-se no campo das relações internacionais.

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Biografia do Autor

Leonardo da Rocha Botega, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS

Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico da Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Integração Latino-Americana pela UFSM. Autor de “Quando a Independência faz a União: Brasil, Argentina e a Questão Cubana (1959-1964)” (Porto Alegre-RS: Letra & Vida, 2013).

Leandro Morgenfeld, Instituto de Estudios Históricos, Económicos, Sociales e Internacionales (IDEHESI)/Universidad de Buenos Aires Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Buenos Aires

Professor das Facultades de Ciencias Económicas y Ciencias Sociales da Universidad de Buenos Aires. Doutor em História pela UBA e Investigador do CONICET, radicado no IDEHESI (UBA-CONICET), Autor de “Relaciones Peligrosas: Argentina y Estados Unidos” (Buenos Aires: Capital Intelectual, 2013), “Vecinos en conflicto: Argentina y Estados Unidos en las conferencias panamericanas (1880-1955)” (Buenos Aires: Ediciones Continente, 2011) e “El ALCA: ¿a quién le interesa?” (Buenos Aires: Ediciones Cooperativas, 2006).

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Publicado

2014-09-01

Como Citar

BOTEGA, L. da R.; MORGENFELD, L. Argentina, Brasil e o conflito de Santo Domingo (1965) DOI10.5216/o.v14i1.28288. OPSIS, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 140–158, 2014. DOI: 10.5216/o.v14i1.28288. Disponível em: https://revistas.ufg.br/Opsis/article/view/28288. Acesso em: 7 jul. 2022.

Edição

Seção

Dossiê 50 anos do Golpe: poder, cultura e ideologia no Brasil e América Latina