Trilhas de gênero, armadilhas do pensamento: Políticas da masculinidade em um currículo de medicina DOI 10.5216/o.v13i2.23242

Autores

  • André Filipe dos Santos Leite Universidade Federal de Sergipe, Alagoas, SE
  • Thiago Ranniery Moreira de Oliveira Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v13i2.23242

Palavras-chave:

Currículo Médico, Performatividade de Gênero, Masculinidades

Resumo

Neste artigo, acompanham-se as trilhas de gênero traçadas por entre um currículo de Medicina e os itinerários produzidos pelas dinâmicas de sua performatividade de gênero. Seu objeto de investigação são relações de gênero na formação de médicos e médicas com o objetivo de problematizar de que modo a razão política das formas de pensamento do currículo da medicina funciona pressupondo uma pedagogia de gênero imbricada em uma política da masculinidade. O argumento desenvolvido aqui é que um conjunto de mecanismos e sistemas de raciocínios generificados permitem que a experiência da masculinidade torne-se explicável e viável em um currículo de medicina. Explora-se, deste modo, a articulação e ambivalência da dupla demanda sobre a performance da masculinidade médica. Por um lado, de que modo o tornar-se homem e médico é suturado e associado a um sucesso garantido e seguro no campo das relações amorosas, em face das insígnias e ornamentos que lhe agregam status na medida em que dão provas de sua masculinidade heterossexual. Por outro, como o funcionamento deste currículo introduz e naturaliza uma série de argumentos de que homens são naturalmente ajustáveis à esfera intelectual e ao exercício da medicina pelo tipo de evidência corporal e cognitiva que são capazes de gerar. Assinala-se, assim, como essa política de masculinidade, funcionaria com base em dois tempos aparentemente antagônicos, mas que paradoxalmente se sustentam e se formatam conforme a demanda política e cultural que o currículo cria.

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Biografia do Autor

André Filipe dos Santos Leite, Universidade Federal de Sergipe, Alagoas, SE

Acadêmico de Medicina - UFS

Thiago Ranniery Moreira de Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Doutorando em Educação - UERJ

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Publicado

2014-02-16

Como Citar

LEITE, A. F. dos S.; OLIVEIRA, T. R. M. de. Trilhas de gênero, armadilhas do pensamento: Políticas da masculinidade em um currículo de medicina DOI 10.5216/o.v13i2.23242. OPSIS, Goiânia, v. 13, n. 2, p. 106–128, 2014. DOI: 10.5216/o.v13i2.23242. Disponível em: https://revistas.ufg.br/Opsis/article/view/23242. Acesso em: 24 set. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Masculinidades