A multiplicidade dos restos
Heterocronias e embates temporais em O que lhes restou (1966) de Ghassan Kanafani
DOI:
https://doi.org/10.5216/rth.v29.83507Palavras-chave:
Ghassan Kanafani, heterocronias, multiplicidade temporal, FicçãoResumo
O presente artigo busca discutir a reflexão sobre as temporalidades desenvolvida por Ghassan Kanafani (1936-1972). Ao responder, na década de 1960, a um momento de urgência e de crise, o escritor palestino elaborou de maneira aguda e inventiva os tempos contemporâneos em diversas de suas obras e, em especial, na novela O que lhes restou (1966), objeto central deste estudo. Em diálogo com as recentes discussões da teoria da história sobre as heterocronias, o objetivo é investigar o tratamento singular do escritor em relação à multiplicidade temporal. Para isso, o texto procura explorar as relações temporais inerentes aos personagens e a imagética acerca dos tempos construída no livro. Desse modo, sugere-se que, mais do que apenas expressar a diversidade temporal, Kanafani pode ser concebido como um pensador contemporâneo dos tempos múltiplos.
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