“Sobre a revolução”, de Hannah Arendt
revolução, guerra, violência e os marcos de fundação das tradições republicanas modernas
DOI:
https://doi.org/10.5216/phi.v30i1.85735Resumo
O artigo analisa a obra Sobre a revolução, de Hannah Arendt, destacando a distinção entre violência, guerra e revolução. A autora separa esses conceitos ao afirmar que a violência pertence a um mito fundacional e não define o fenômeno revolucionário. A revolução, por sua vez, é entendida como um acontecimento político moderno ligado à liberdade e à capacidade humana de iniciar algo novo. Diferente das guerras e insurreições, marcadas pela violência, a revolução implica a fundação de um novo corpo político. O texto também discute a influência de experiências históricas, como as revoluções “Americana” e Francesa e sua leitura de pensadores como Aristóteles, Maquiavel e Hegel. Por fim, destaca-se a crítica arendtiana à filosofia da história, que reduz a ação humana a um papel passivo, contrapondo-a à ideia de ação como criação do novo enquanto fundação republicana, uma condição de continuidade da humanidade na terra.
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- 31-08-2026 (2)
- 28-08-2026 (1)
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