A liberdade neorromana como filosofia política analítica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v31i1.85434

Resumo

O artigo argumenta que o republicanismo neorromano se difere das variadas tradições republicanas modernas por sua embocadura analítica e abstrata. Para isso, parte da reconstituição da argumentação da liberdade como não dominação em contraste com a liberdade como não interferência a fim de apontar a finalidade da teoria neorromana. Na sequência, evidencia-se, com alguns exemplos que mais inspiraram os neorromanos, casos de autores históricos que não colocam a liberdade como última nem única finalidade da república e empregam os conceitos em casos concretos, particularmente, em relação à igualdade. Para os autores neorromanos, contudo, os demais conceitos republicanos - com destaque para a igualdade, o império das leis, o governo misto e a virtude - existem em função da garantia da liberdade como não dominação. Por fim, conclui-se que essa abordagem é característica de uma filosofia política analítica, que se aproxima mais do liberalismo contemporâneo do que da história do republicanismo.

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Publicado

28-08-2026 — Atualizado em 31-08-2026

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Como Citar

ALVES FALCÃO, Luís. A liberdade neorromana como filosofia política analítica. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 31, n. 1, 2026. DOI: 10.5216/phi.v31i1.85434. Disponível em: http://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/85434. Acesso em: 16 set. 2026.