Eficácia de biciclopirona isolada e em mistura com hexazinona no controle de Paspalum maritimum Trind. em pré e pós-emergência
Resumo
O capim-gengibe (Paspalum maritimum Trind.) é uma gramínea perene de difícil controle, em função da robustez de seu sistema de rizomas. Objetivou-se avaliar a eficácia do herbicida biciclopirona no manejo da espécie em condições de casa de vegetação (0 a 740 g ha-1) e de campo [testemunha sem aplicação, biciclopirona isolada e biciclopirona + hexazinona aplicadas em pré e pós-emergência, com avaliações aos 15, 30 e 45 dias após a aplicação (DAA) do índice de cobertura verde (Canopeo)]. No bioensaio em casa de vegetação, a biciclopirona proporcionou controle de 100 % a partir de 185 g i.a. ha-1. No campo, a aplicação em pré-emergência foi superior à pós-emergência em todas as avaliações. Aos 15 DAA, houve interação significativa, destacando-se a mistura biciclopirona + hexazinona com as menores coberturas: 7,1 % em pré e 13,6 % em pós-emergência, evidenciando sinergismo entre inibidores de HPPD e FSII. Aos 30 DAA, a mistura manteve o maior nível de controle; contudo, observou-se incremento linear da cobertura em todos os tratamentos herbicidas devido à rebrota de rizomas e emergência de novas plântulas. Aos 45 DAA, a pressão de reinfestação nivelou as parcelas, sem diferença estatística entre tratamentos e testemunha. A biciclopirona (185 g ha-1) é eficaz em ambiente controlado, mas, em campo, a mistura com hexazinona em pré-emergência constitui a melhor estratégia de manejo. O controle efetivo limita-se a 30 dias, com restabelecimento da cobertura até 45 DAA, independentemente da modalidade de aplicação.
PALAVRAS-CHAVE: Capim-gengibre, herbicidas inibidores de 4-hidroxifenilpiruvato dioxigenase, rizomas.
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