Ideótipos de baruzeiro para sistemas de produção

Autores

  • Rejane Araújo Guimarães
  • Miriam Suzane Vidotti
  • Wanessa Amorim Dias
  • Elias Emanuel Silva Mota
  • Ramilla dos Santos Braga Ferreira
  • Alexandre Siqueira Guedes Coelho
  • Ronaldo Veloso Naves
  • Thannya Nascimento Soares
  • Lázaro José Chaves

Resumo

A domesticação de Dipteryx alata ainda se encontra em estágio inicial, caracterizada pela instabilidade na produção de frutos, ausência de práticas de manejo adequadas e falta de cultivares selecionadas. Objetivou-se definir ideótipos de D. alata para dois sistemas de cultivo, com base na percepção e preferências de coletores e agricultores silvestres e na variabilidade fenotípica documentada. Um questionário foi aplicado a extrativistas e produtores do Estado de Goiás, Brasil (n = 62 respondentes válidos), e as respostas foram analisadas por meio de estatística descritiva. Os resultados revelaram forte preferência por árvores com copas abertas (80,7 %), frutos grandes e arredondados (87,1 %) e castanhas grandes (61,3 %). O primeiro ideótipo, voltado a plantios puros ou consorciados, caracteriza-se por porte baixo a intermediário e arquitetura de copa compacta. O segundo, destinado a sistemas silvipastoris, apresenta porte intermediário a elevado e arquitetura de copa aberta. Os ideótipos propostos integram atributos produtivos e morfoagronômicos, fornecendo uma estrutura conceitual e quantitativa preliminar para o melhoramento genético e contribuindo para o uso sustentável e a conservação de populações naturais de baru no Cerrado.

PALAVRAS-CHAVE: Dipteryx alata, Cerrado, melhoramento genético.

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Publicado

17-07-2026

Como Citar

GUIMARÃES, Rejane Araújo; VIDOTTI, Miriam Suzane; DIAS, Wanessa Amorim; MOTA, Elias Emanuel Silva; FERREIRA, Ramilla dos Santos Braga; COELHO, Alexandre Siqueira Guedes; NAVES, Ronaldo Veloso; SOARES, Thannya Nascimento; CHAVES, Lázaro José. Ideótipos de baruzeiro para sistemas de produção. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 56, p. e85688, 2026. Disponível em: http://revistas.ufg.br/pat/article/view/85688. Acesso em: 16 ago. 2026.

Edição

Seção

Nota Científica