Composição química e atividade antifúngica de óleos essenciais de tangerina no controle in vitro de Colletotrichum abscissum

Autores

  • Andreza Bonetto Zunkeller
  • Geovana Rocha Marzochi
  • Maria Clara Chignolli
  • Marinês Bastianel
  • Evandro Henrique Schinor

Resumo

A citricultura no Brasil enfrenta problemas fitossanitários, destacando-se a podridão floral dos citros, causada pelo fungo Colletotrichum abscissum. Este estudo investigou a ação de óleos essenciais de tangerina no desenvolvimento in vitro de C. abscisssum. Foram analisados os óleos essenciais de tangerina IAC 2019Maria, tangor Murcott IAC 221 e mexerica Late IAC 585, extraídos de frutos imaturos e maduros em diferentes dosagens (0; 2; 4; 8; 16; e 32 µL mL-1), bem como os principais componentes químicos neles encontrados, e a inibição in vitro do crescimento micelial, esporulação e germinação de esporos do fungo. O limoneno foi o principal composto encontrado para todas as variedades de tangerina nos dois estágios de maturação. O óleo essencial de frutos imaturos da mexerica Late IAC 585 apresentou maior inibição do crescimento micelial (66,89 %), enquanto, para frutos maduros, o da tangerina IAC 2019Maria se destacou com maior inibição (67,24 %). Ambos os óleos essenciais de frutos imaturos controlaram a esporulação, mas, para frutos maduros, apenas as dosagens influenciaram na redução de conídios. As dosagens de 16 e 32 μL mL-1 dos óleos essenciais das três variedades extraídos de frutos imaturos e maduros inibiram a germinação de esporos, indicando potencial estratégico alternativo para manejo de doenças.

PALAVRAS-CHAVE: Citricultura, podridão floral dos citros, limoneno.

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Publicado

17-06-2026

Como Citar

ZUNKELLER, Andreza Bonetto; MARZOCHI, Geovana Rocha; CHIGNOLLI, Maria Clara; BASTIANEL, Marinês; SCHINOR, Evandro Henrique. Composição química e atividade antifúngica de óleos essenciais de tangerina no controle in vitro de Colletotrichum abscissum. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 56, p. e85180, 2026. Disponível em: http://revistas.ufg.br/pat/article/view/85180. Acesso em: 16 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigo Científico