Caracterização de Sarocladium oryzae e seu potencial na redução de brusone foliar em arroz

Rafaela Araújo Guimarães, Valácia Lemes da Silva Lobo, Márcio Vinícius Carvalho Barros Côrtes, Marta Cristina Corsi de Filippi, Anne Sitarama Prabhu

Resumo


O manejo integrado de brusone (Magnaporthe oryzae) em arroz é realizado, principalmente, com a adoção de controle químico. No entanto, a busca por práticas alternativas tem crescido nos últimos anos. Assim, avaliou-se a variabilidade de 28 isolados de Sarocladium oryzae, quanto à produção de cerulenina, e o seu potencial na redução da severidade de brusone foliar em arroz, quantificando-se a atividade de enzimas ligadas ao mecanismo de defesa das plantas. Mais de 55 % dos isolados de S. oryzae foram antagônicos aos patógenos M. oryzae, Cochliobolus miyabeanus, Thanatephorus cucumeris e Monographella albescens, e 60 % dos isolados produziram cerulenina em níveis detectáveis. Tanto BRM 6461 (296,0 µg mL-1) quanto BRM 6493 (cerulenina não detectável) inibiram a formação de apressórios de M. oryzae em 89,5 % e 85 %, respectivamente. O isolado BRM 6461, aplicado na forma de suspensão de conídios e filtrado, reduziu a severidade da brusone em 68,8 % e 75,5 %, respectivamente. A atividade enzimática, na presença de M. oryzae, foi maior para lipoxigenase após 5 h (filtrado) e 24 h e 72 h (suspensão de conídios) da inoculação do patógeno. Para fenilalanina-amônia liase, a maior expressão ocorreu após 5 h (filtrado) e 72 h (suspensão de conídios). As enzimas quitinase, β-1,3-glucanase e peroxidase e o fitohormônio ácido salicílico não apresentaram diferenças em relação aos controles (água e M. oryzae). O filtrado do isolado BRM 6461, constituído basicamente por cerulenina, reduziu a severidade da brusone e, possivelmente, ativou os mecanismos de defesa da planta de arroz contra M. oryzae.


Palavras-chave


Magnaporthe oryzae; cerulenina; biocontrole; atividade enzimática.

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