Musicoterapia e comunicação social no autismo: um estudo de caso único sobre a sensibilidade da medição.
DOI:
https://doi.org/10.5216/mh.v26.86116Palavras-chave:
musicoterapia, transtorno do espectro autista, comunicação social, estudos de caso único, avaliação clínicaResumo
Antecedentes. A musicoterapia tem sido proposta como uma intervenção complementar relevante para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), particularmente nas áreas de comunicação social, interação e regulação emocional. No entanto, persistem desafios metodológicos na avaliação de seus resultados, especialmente quando as ferramentas de avaliação não são suficientemente sensíveis aos processos relacionais emergentes. Metodologia. Foi realizado um estudo exploratório de caso único com um desenho de intervenção pré-pós em duas crianças com TEA. A intervenção consistiu em oito sessões individuais de musicoterapia improvisacional. As mudanças foram avaliadas utilizando a Escala de Comunicação e Interação Social em Musicoterapia (MTCSI) e a Escala de Avaliação do Autismo Infantil (CARS). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, análise de significância clínica e análise de mudança de padrão intra-sujeito. Resultados. Ambos os participantes apresentaram melhorias consistentes no envolvimento, na interação social e na comunicação socioafetiva de acordo com a MTCSI, enquanto a comunicação verbal permaneceu estável. A CARS refletiu uma redução clinicamente relevante na pontuação geral para o menino e um perfil misto para a menina, com melhorias parciais não capturadas pela pontuação total. Conclusões. Em vez de estabelecer relações causais, este estudo destaca como diferentes ferramentas de avaliação podem captar níveis e qualidades distintos de mudança terapêutica em intervenções relacionais baseadas nas artes. Os resultados sugerem que a musicoterapia improvisacional está associada a mudanças observáveis nos domínios socioafetivo e interacional e ressaltam o valor de combinar medidas orientadas para o processo com escalas globais de gravidade clínica.








