Os currículos dos bacharelados em violão do estado de São Paulo
uma análise frente a novos desafios
DOI:
https://doi.org/10.5216/mh.v26.84909Palavras-chave:
currículo em música, violão, universidades públicas, teorias críticas do currículoResumo
O trabalho analisa criticamente os currículos dos cinco cursos públicos de bacharelado em violão do estado de São Paulo, tendo como panorama os desafios contemporâneos da profissionalização musical no Brasil e as mudanças nos perfis de alunos ingressantes. Fundamentado em teorias críticas e pós-críticas do currículo, o estudo adota uma abordagem qualitativa em duas frentes: (1) a análise de documentos curriculares no que tange o perfil profissional do egresso, flexibilização curricular, distribuição de conhecimento por área, extensão universitária e possibilidades decoloniais; e (2) análise de entrevistas semiestruturadas realizadas com alunos e egressos, buscando compreender suas percepções sobre a formação recebida à luz de seus interesses, expectativas e atividades laborais. Os resultados revelam que, embora existam iniciativas que buscam ampliar a formação para além da performance musical, ainda predominam currículos com ênfase técnico-interpretativa, o que indica a reprodução de estruturas do modelo conservatorial. Apenas uma instituição inclui pedagogia do instrumento como disciplina obrigatória, e são oferecidos poucos componentes curriculares que apontam para caminhos distintos da performance. As ações de extensão, embora promissoras, tendem a concentrar-se majoritariamente na área de interpretação musical e as que focalizam a formação docente carecem de articulação teórica. O trabalho conclui que há uma lacuna entre a formação ofertada e as demandas reais dos alunos, sobretudo no que se refere à formação docente. Defende-se currículos mais flexíveis, críticos e conectados às demandas dos alunos, com vistas a uma formação mais plural, sustentável e coerente com o contexto contemporâneo do trabalho em música.








