VOX ET MACHINA
Una genealogía incompleta de los usos y estéticas de la voz artificial.
DOI:
https://doi.org/10.5216/mh.v26.83936Palavras-chave:
voz, potshumanismo, artificial, vocoder, talkbox, música popular, auto-tuneResumo
Este artigo propõe uma genealogia parcial dos usos e estéticas da voz artificial na música popular, desde os primeiros experimentos científicos do século XVIII até as práticas mais recentes vinculadas à inteligência artificial. O estudo começa com dispositivos pioneiros como o Voder e o Vocoder, passa pelos experimentos criativos da década de 1960 com o Talkbox e as manipulações em estúdio, e examina a consolidação da voz processada na cultura de massa durante as décadas de 1980 e 1990, tanto na música eletrônica quanto no pop experimental. Analisa casos paradigmáticos de artistas que ressignificaram essas tecnologias em termos expressivos e narrativos, antes de abordar a chegada do Auto-Tune no final da década de 1990 e sua transformação em uma linguagem global no pop, no hip-hop, no trap e no reggaeton. Finalmente, o artigo oferece uma reflexão teórica sobre cinco funções-chave da voz artificial: expansão estética, potencial expressivo, impacto narrativo, modernidade/retromodernidade, assistência técnica e fricção cultural. O texto se encerra com uma coda que discute os desafios colocados pela clonagem vocal mediante inteligência artificial e os novos cenários estéticos, legais e culturais que ela abre para o futuro da música.








